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Make The Road By Walking (2008) – Menahan Street Band

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make the road by walking

01. Make the Road By Walking

02. Tired of Fighting

03. Home Again!

04. Montego Sunset

05. Karina

06. The Traitor

07. The Contender

08. Birds

09. Esma

10. Going the Distance

Formado a partir da junção de músicos do Antibalas Afrobeat Orchestra, El Michels Affair, Budos Band e The Dap-Kings, o Menahan Street Band reúne o que de melhor poderia se esperar de um disco de afrobeat. A banda do Brooklyn não se prende, porém, à abençoada forma que Fela Kuti espalhou mundo afora. A influência de estilos como o reggae e o hip-hop é marcante, principalmente nas linhas de baixo e levadas de bateria, que fazem base (bem sólida) pros sopros hipnóticos em profusão. Guitarra timbrada ora no melhor estilo funk/afrobeat, de ataque estridente e certeiro, ora com “aura” de violão, harmoniosa que só, além de um picking de cordas atarrachadas no lugar “errado” da ponte, o que soa mais ou menos como uma harpa verde (!?). A interposição entre as sonoridades de piano e órgão viaja entre o ragtime e o soul, ora rítmico até o caroço, ora servindo de paisagem inebriante.

Make The Road By Walking foi gravado num apartamento (na tal Menahan St.), o que torna a coisa toda mais impressionante, pois o disco remete a lugares amplos e abertos (um dia de sol, eu arriscaria dizer), não um quarto.

Escuta aí, então:  Clique aqui

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Sahara Swing (2008) – Karl Hector & The Malcouns

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Karl Hector & The Malcouns - Sahara Swing (2008)

1 – When the Sun Breaks Through
2 – Nyx
3 – Followed Path
4 – Transition J
5 – Sahara Swing
6 – Psycles
7 – Transition I
8 – Koloko Pt. 1
9 – Debere
10 – Transition Z
11 – Jabore Pt. 3
12 – Mystical Brotherhood
13 – Timely Interuption
14 – Transition B
15 – Mellow (Version)
16 – Rush Hour
17 – Transition W
18 – Toure Samar
19 – Passau Run

Este é um projeto com base em Berlin, formado por músicos do Poets of Rhythm junto com alguns do The Malcouns. Fazem um som ducarálio enraizado no Afrobeat, com muito groove, misturando funk, jazz e psicodelia. O resultado é sensacional!

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The Funky Side Of Life (2005) – Sound Directions

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01. Directions

02. Dice Game

03. Wanda Vidal

04. Fourty Days

05. Play Car

06. A Divine Image

07. The Funky Side Of Life

08. Theme For Ivory Black

09. The Horse

10. One For J.J. (Johnson)

11. On The Hill

Madlib, produtor de mil projetos e codinomes, lançou em 2005 essa paulada que, embora traga muito da essência do Yesterday’s New Quintet (um de seus projetos, baseado no jazz), vem sob a alcunha de Sound Directions. O “beat-maker” foi a fundo em sua “nóia” com o quinteto (na verdade uma banda-de-um-homem-só): vem lançando discos do YNQ desde 2000, além de obras “solo” de cada um dos integrantes, sob diferentes nomes.

Nesse álbum, Madlib usa e abusa de efeitos e compressão (o que dá ao som uma “atmosfera analógica”, intencionalmente exagerada, fazendo o som “ir e voltar”- só não se sabe pra onde) em cima de uma base instrumental foderosa, de funk e breakbeat. O instrumental ficou a cargo de “músicos de estúdio” (não encontrei info a respeito dos caras) e é permeado por naipe de sopros entrosadíssimo, piano rhodes com seu “climão” tenebroso, baixo acústico frenético e a bateria mais “quebrada” que consigo imaginar. Alguns temas são releituras de clássicos como Fourty Days e On The Hill, gravadas por inúmeros artistas, dando a impressão de uma homenagem madlibiana às suas influências.

Meu destaque vai pra faixa Play Car. Nela, o “maestro” Madlib vai ditando os climas da música, conversando com os supostos músicos. A combinação baixo-bateria-órgão desse som me deixa de cabelo em pé, apesar de não ser nada rebuscada.

É tarefa difícil encontrar um traço definidor da obra desse cara, que vai desde o autêntico hip-hop, com rimas em pitch alterado (Quasimoto) até um disco só de remixes de músicas do lendário selo de jazz Blue Note, passando por flertes com a música brasileira (recentemente Madlib gravou um disco de releituras de clássicos brasileiros, acompanhado por Mamão, percussionista de longa carreira).

Aproveite então a meia hora inebriante que este disco proporciona.

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Louise (2006) – Skeletonbreath

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Skeletonbreath -  Louise - 2006
01. Surf Music Pt.1
02. Do The Lazy Rabbit
03. Fever Dream Waltz
04. Harvestmen
05. Plastic Motor Fight
06. Circus Train
07. Louise
08. The Mausoleam
09. Ashtabula

Um dos poucos álbuns instrumentais em que qualquer primeira audição basta para se sentir acachapado é Louise, do Skeletonbreath. Neste debut a banda estado-unidense saída do Brooklyn em New York apresenta uma sonoridade por vezes diferente e inusitada, mas ainda muito acessível a qualquer público. Pertíssimos de lançar um segundo álbum, é mandatório conhecer tão logo quanto possível este material.

Skeletonbreath nada mais é que um trio, com o baixo elétrico de Andrew Platt e a bateria e percussão de Crockett Doob atravessando variações de estilo e ritmo a cada faixa , enquanto Robert Pycior vem com um violino elétrico que toma a frente no papel que seria normalmente de um vocalista.

Com um violinista de formação clássica, é tendencioso apontar esta dialética entre o instrumento erudito, ainda que elétrico, com a base dos instrumentos do rock para o Folk ou o Gypsy. Contudo, sua sonoridade se aproxima do Surf Rock, ao mesmo tempo em que atinge fortemente uma vertente ou outra do Progressivo, mesmo o já generalista Post-Rock.

Para alguns, há um certo lado sombrio em sua sonoridade, muito embora a própria amargura e desespero ali presentes possam ser belos. Esta é a mescla entre a rítmica assustadora e a melodia melancólica que os fazem impressionantes.

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GHQ – Square Growth Session (2007)

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GHQ

Uma pesquisa rápida no Google por GHQ resulta (obviamente) numa série de páginas sobre General Headquarters ou sobre General Health Questionnaires. Uma busca na Wikipédia não é muito mais produtiva. Tampouco há informações sobre GHQ no All Music Guide ou na sua página do Last.fm. Até mesmo a pagina da banda, no site da Three Lobed Records, se limita a nos informar quem são os membros dela, pois bem:

O GHQ existe a muitos anos (?) como um projeto de Marcia Bassett (Double Leopards, Hototogisu, Zaimph) e Steve Gunn (Magik Markers, Moongang, Gunn Diehl). A maior parte dos álbuns lançados contam também com a participação de Pete Nolan (Magik Markers, Spectre Folk, Shackamaxon, Vanishing Voice), sendo esse o caso do presente álbum. Ao que tudo indica, a banda é sediada nos EUA, embora, particularmente este álbum tenha sido lançado por um selo belga, o Sloow Tapes, em fita cassete, com apenas 150 cópias.Square Growth Sessions

E no que consiste GHQ? Instrumentos acústicos, incluindo cítaras, misturados a instrumentos elétricos, executando ragas e drones, criando texturas e desenhando uma paisagem verdadeiramente transcendental, um resultado muito diferente dos outros projetos dos membros (e, talvez, diametralmente oposto ao Double Leopards). Para descrevê-los são usados expressões como “psych-drone”, “trance-folk” e “acid folk”.

Altamente recomendada para relaxamento, o que lhe conferiu o terceiro lugar no meu “10 mais para ninar”.

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The Budos Band (2005) – The Budos Band

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The Budos Band

01. Up From The South

02. T.I.B.W.F

03. Budos Theme

04. Ghost Walk

05. Monkey See, Monkey Do

06. Sing A Simple Song

07. Eastbound

08. Aynotchesh Yererfu

09. King Charles

10. The Volcano Song

11. Across The Atlantic

Musicos / Line-up: Brian Profilio – Bateria ; Daniel Foder – Baixo ; Thomas Brenneck –  Guitarra ; Mike Deller – Orgão ; Jared Tankel – Sax Barítono ; Andrew Greene e Dave Guy – Trompetes ; Cochemea Gastellum – Sax Tenor/Flauta ; Dame Rodriguez –  Cowbell/Clave/Tamborim ; Vincent Balestrino –  Shekere ; Rob Lombardo – Bongo/Congas ; John Carbonella Jr. –  Congas/Bateria.

Imagine esses instrumentos juntos. Imagine influências do Jazz, Funk, Afro-beat, Soul e a sempre presente psicodelia em um estilo auto denominado “Afro-Soul” .

Que concepção estética surge imediatamente na cabeça? Esse disco incita movimento a cada instante , em perfeita relação imagética com a arte estampada no álbum. Polirritmia , polifonia … seja qual for o aspecto que toma a atenção de sua escuta , uma coisa é certa : os rítmos gerados por esse extenso conjunto de percussão e os temas gerados pelos sopros e cordas irão fluir por todo corpo.

Dionísio dança, a terra se sacode e é tomada por um estado extático ,o vulcão entra em erupção…

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Punx (2008) – Guizado

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1- Vermelho

2 – Miragem

3 – Maya

4 – Areias

5 – Rinkisha

6 – Coloridos

7 – Der Golem

8 – Órbitas

9 – Sagitariu`s Dream

10 – Afroka

11 – Zonzo

Considerado um dos melhores discos de 2008, segundo a crítica, Punx veio pra chacoalhar as estruturas da nova música instrumental que se faz atualmente no Brasil. Percebe-se no disco uma hetereogeneidade de estilos que infleuciam não somente a figura principal de Punx – o trompetista  Guilherme Mendonça. Jazz, Acid Jazz, Rock, Hip-Hop, tudo soa coletivamente correto, com as faixas passeando por beats precisos, programados pelo próprio frontman. O disco conta com participações (ao vivo também) de Regis Damasceno (guitarra), Rian Batista (guitarra), Curumin (bateria); e no disco também participam o onipresente Maurício Takara (bateria – faixas Sagitariu`s Dream, Der Golem e Afroka) e Maurício Alves (percussão – faixas Afroka e Zonzo). Baixe, Ouça e Transmita!

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