Arquivo da categoria: Math Rock

The Future Is Now_EP (2012) – toe

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Capa1. Run For Word
2. Tsuki Kake feat. Aco
3. Ordinary Days Ep Ver.
4. The Future Now

Os japoneses tem o hábito de ler de trás para frente,- a tal leitura oriental, que ocorre principalmemte nos mangás. Fazendo (sem querer) uma homenagem à esse hábito da cultura nipônica, trazemos pela primeira vez um disco da banda toe: o EP lançado ano passado e denominado The Future Is Now. A presença do toe por essas linhas se inicia de trás pra frente pois, esse é o ultimo trabalho lançado pelos caras. O EP contém 4 músicas – sendo 3 grandes pedradas instrumentais e mais outra “Tsuki Kake”, com participação da cantora Aco – pedimos aqui uma licença poética à música instrumental.

O toe tem mais de 10 anos de estrada e vários discos gravados. A música do grupo é o rock instrumental nascido na virada do século XX para o XXI, e comumente chamado de post rock.  Rótulos à parte, a música dos potentes japoneses é extremamente pontual, passeando e experimentando diversos temas e paisagens em suas composições. As linhas de guitarra em muitas vezes lembram a batida criada pelos afrosambas de Baden Powell, acompanhados de um baixo marcante, uma bateria insana com tempos totalmente quebrados e melodias sintetizadas de fazer chorar.
O futuro do toe chegou antes e se move agora. Pra nós, ecoa pela primeira vez e ao futuro (de trás pra frente).
Pra ouvir o disco, clique aqui!

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EP_(2004) – Russian Circles

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1. Carpe
2. Death Rides a Horse
3. You Already Did
4. New Macabre

Deixando a música instrumental brasileira descansar um pouco, hoje é a vez do Russian Circles, banda estadunidense de math rock, que teve seu primeiro registro nesse EP lançado em 2004 e produzido de maneira totalmente independente. São apenas 4 músicas, mas com muito a dizer: belos diálogos entre as guitarras, tanto nas partes mais “suaves”, como nas mais pesadas.

Nesses momentos  pesados, a abstração e nuâncias do math rock ficam evidentes com os loops das guitarras e os tempos quebrados de toda soma feita pelo Russian Circles.
Mesmo sendo o primero lançamento, a banda que já tem quase 10 anos de história, deixa claro a qualidade da música que começariam a apresentar a partir de então.
Pra ouvir o EP, clique aqui!

Enter (2006) – Russian Circles

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1. Carpe
2. Micah
3. Death Rides a Horse
4. Enter
5. You Already Did
6. New Macabre

Russian Circles é uma banda instrumental norte americana, da cidade de Chicago. O trio está na estrada desde 2004 e já possui uma bela história dentro do gênero. Os caras representam a ala mais pesada dessa nova música instrumental que é produzida atualmente no mundo. À primeira audição percebemos uma grande influência do metal, genêro mais pesado do rock, e algumas pinceladas de math rock, sub gênero do mesmo, que se caracteriza por tempos quebrados e mudanças de andamento constantes.

Enter, de 2006, é o primeiro disco da banda (eles tem um EP “demo” de 2004), e nele percebemos o quão cru está seu som. Mesmo assim, a grande exploração do metal por parte dos instrumentos e arranjos é sensacional. Os riff’s de guitarra, as alternâncias da bateria e as viagens do baixo substituem a voz, dando uma liga muito interessante ao som. Nas músicas do Russian Circles percebemos também uma sonoridade característica de bandas brasileiras como Huey, Macaco Bong, Bufalo, etc; fazendo essa nova música instrumental mostrar quão variada é sua cara, independente das fronteiras instituídas.
Pra ouvir, clique aqui!

Punkgasm (2008) – Don Caballero

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1. Loudest Shop Vac in the World
2. The Irrespective Dick Area
3. Bulk Eye
4. Shit Kids Galore
5. Celestial Dusty Groove
6. Pour You Into the Roog
7. Chalenge Jets
8. Lord Krepelka
9. Why Is the Couch Always Wet
10. Slaughbaughs’ Ougth Not Own Dod Data
11. Dirty Looks
12. Who’s a Puppy Cat
13.  Awe Man Thaty’s Jive Skip
14. Punkgasm

Punkgasm é o sétimo disco dos estadunidenses do Don Caballero. O último disco lançado pela banda da Pensilvânia, em 2008, traz um instrumental mais pesado, misturando timbres e riff’s característicos do metal, com o andamento matemático e quebrado do math rock, sub genêro do rock, criado no fim dos anos 80, e que mistura dois genêros inicialmente em lados opostos: o punk rock,  marcado pela visceralidade de sua simplicidade musical e o rock progressivo, mais técnico e virtuoso e combatido pelos punk’s.

O Don Caballero consegue misturar muito bem esses genêros em suas composições. Os  andamentos e tempos quebrados são delienados pelo diálogo frenético, porém, de grande beleza das duas guitarras. Há músicas com voz, como “Punkgasm” (última faixa e que dá nome ao disco), mas mesmo assim, a voz não tem lugar cativo, como numa canção; apresenta-se como mais um componente das texturas experimentadas pelo quarteto norte americano.
O Don Caballero foi formado em 1992, originalmente por Damon Che (bateria), Mike Banfield (guitarra), Pat Morris (baixo) e Ian Williams (guitarra). No início dos anos 2000, hove uma reformulação, onde Ian Willians formou outra banda importante do math rock, o Battles.

Clique e ouça a pedrada!!

Come on Die Young (1999) – Mogwai

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mogwai - cody1. Punk Rock:
2. Cody
3. Helps Both Ways
4. Year 2000 Non-Compliant Cardia
5. Kappa
6. Waltz for Aidan
7. May Nothing But Happiness Come Through Your Door
8. Oh! How the Dogs Stack Up
9. Ex-Cowboy
10. Chocky
11. Christmas Steps
12. Punk Rock/Puff Daddy/Antichrist

Este é o segundo álbum de esúdio da banda escocesa; sombrio, “noir”, denso, pesado – alguns dos adjetivos mais usados acerca do Come on Die Young (também conhecido por CODY). Atenção na primeira faixa: o sample é da voz do Iggy Pop, falando sobre Punk Rock. Destaque para música “Christmas Steps”, de longe a mais fodona do disco. Outro dia eu posto aqui também o “Young Team”, outro excelente CD da banda.

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TNT (1998) – Tortoise

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TNT - Tortoise

  1. “TNT” – 7:33
  2. “Swung from the Gutters” – 5:52
  3. “Ten-Day Interval” – 4:44
  4. “I Set My Face to the Hillside” – 6:08
  5. “The Equator” – 3:42
  6. “A Simple Way to Go Faster Than Light That Does Not Work” – 3:33
  7. “The Suspension Bridge at Iguazú Falls” – 5:38
  8. “Four-Day Interval” – 4:45
  9. “In Sarah, Mencken, Christ, and Beethoven There Were Women and Men” – 7:29
  10. “Almost Always Is Nearly Enough” – 2:42
  11. “Jetty” – 8:21
  12. “Everglade” – 4:21

Este é o álbum que me fez – às 3h da madruga – pegar o telefone e ligar para o amigo que havia me apresentado a banda, dizendo: “Caralho, homem! Que som é esse?!”. As músicas são todas de uma criatividade e sensibilidade impressionante, a começar por minha predileta, que dá nome ao álbum, “TNT” – duas baterias que conversam maravilhosamente, do começo ao fim e os metais redentores nos últimos segundos, e as guitarras caminhantes. Este CD me traz de volta à cabeça muita coisa: momentos caros ao coração que, regados com este som, costumam emergir à superficie das emoções – carinhos, belezas e tristezas. Claro que tudo isso é muito meu. Mas o som é inegavelmente do caralho, seja como for.

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What Burns Never Returns (1998) – Don Caballero

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wbnr1

1. Don Caballero 3
2. In the Absence of Strong Evidence to the Contrary, One May Step Out of the Way of the Charging Bull
3. Delivering the Groceries at 138 Beats per Minute
4. Slice Where You Live Like Pie
5. Room Temperature Suite
6. The World in Perforated Lines
7. From the Desk of Elsewhere Go
8. June Is Finally Here

Músicos/Line-up:
Ian Williams – Guitarra
Mike Banfield – Guitarra
Pat Morris – Baixo
Damon Che – Bateria

Esse é o terceiro disco da banda Don Caballero (Pittsburgh,Pensilvânia) lançado em 1998 , ainda em sua primeira formação.

Uma viagem em que os aspectos da musica se inclinam sob o rítmo.O ruído assume um papel importante ,como reflexo da paisagem sonora totalmente ruidosa,rompendo com o discurso tonal.Uma brisa…

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