Arquivo da categoria: Soul

Compacto 7″ (1972) – Airto Fogo

Padrão

1. Jungle Bird
2. Black Soul

Ainda não sabemos quem realmente é Airto Fogo; se o grande arranjador curitibano Waltel Blanco, ou o baterista frânces, Sylvian Krief. Dúvidas, estórias e mitos em torno da figura, aumentam à cada descoberta da obra fantástica deixada por esse “pseudônimo”. Esse compacto de 7 polegadas, lançado em 1972 vem na mesma linha do já postado aqui, Somatória do Barulho, de 1976. Um jazz funk com groove pesado e belos arranjos que lembram os mestres David Axerold e Idris Muhammad. Detalhe para a música Black Soul, que fez parte da trilha sonora internacional da novela “Cuca Legal”, de 1975.

Pra sentir e ouvir esse peso, clique aqui!

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Somatória do Barulho (1976) – Airto Fogo

Padrão

1. Right on Bird
2. 1973 Cramen Avenue
3. High Syakers
4. Just Over
5. One Tip Toe
6. Satine Dog
7. Shadowy
8. So Be It
9. Tuesday in Jackson

Airto Fogo é um pseudônimo do brasileiro Waltel Blanco, arranjandor e compositor paranaense conhecido por seus belos arranjos e por ser um dos precurssores do jazz fusion, misturando a música americana com ritmos latinos e brasileiros; Waltel fez história como músico e compositor de trilhas internacionais de novelas da rede Globo, no tempo em que vários mestres da música brasileira, como Radamés Gnatalli, faziam parte dos casting artístico da emissora.

A escolha do pseudônimo Airto Fogo foi pra enganar os gringos e conseguir emplacar mais músicas em trilhas, para que elas não ficassem só ligadas ao nome Waltel Blanco. Waltel conseguiu com sucesso levar a história adiante, pois muitos meios de comunicação atuais, colocam Airto Fogo como um artista franco-canadense.

Somatória do Barulho, disco lançado em 1976 somente na gringa, é uma mostra de como o funk feito por Waltel (ou Airto) é inovador, pois um estilo que ainda estava em evolução na década de 70, tem uma ar de maturidade muito grande nas composições do músico paranaense. O groove aliado aos ritmos brasileiros e latinos, coloca qualquer um pra mexer o esqueleto.
Pra ouvir essa pedra, clique aqui!

Rising Sun (2010) – The SoulJazz Orchestra

Padrão

1. Awakening
2. Agbara
3. Negus Negast
4. Lotus Flower
5. Mamaya
6. Serenity
7. Consecratior
8. Rejoice (parte 1)
9. Rejoice (parte 2)

O The SoulJazz Orchestra é uma banda canadense que faz aquele groove malicioso que estamos acostumados a ouvir pelo jazz/funk criado na África, por mestres como Mulatu Astakte e Fela Kuti, deixando-o mais oriental e sedutor aos ouvidos. Rising Sun, de 2010 é o terceiro disco da banda, lançado pela Strut Record`s, mesma gravadora que promoveu o primoroso encontro entre o já citado “Mulatu” e a banda norte americana The Heliocentrics.

Rising Sun, além de ter esse groove bem construído pelas melodias da música negra, tem uma seneridade muito grande em algumas faixas, fazendo um disco com cerca de 40 minutos, parecer ser maior, dado a grande gama de estilos apresentados e instrumentos tocados pelos músicos; foram cerca de 30 instrumentos tocados pelos 6 integrantes, que fizeram ocorrer um belo diálogo entre a música estadunidense, africana, oriental e latina.
Pra ouvir esse pedra, clique aqui!

Sexy 70 – Music Inspired by the Brazilian Sacanagem Movies of the 1970’s (2004) – Che

Padrão

 

1.Intro/A jeitosa do morro
2.Helena x Aldine
3.A babilônia de David
4.Desejos ardentes
5.Vinheta
6.Pixoxó em lua de mel
7.Vera, a diaba loira
8.Simplesmente Glória
9.Mulher objeto
10.Um Grapete antes, um cigarro depois
11.O eterno pecado horizontal
12.Suite para Peréio
13.Sala especial
14.Tá tudo errado porra!
15.Pixoxó remix
16.Babilônia dub version
17.Ainda te pego (bônus track)

Che é o codinome do produtor, compositor, arranjador, vocalista e multi-instrumentista paulistano Alexandre Caparroz, ex-integrante do grupo pop dos anos 90 Professor Antena. Este trabalho, lançado em 2004, é um tributo musical à pornochanchada brasileira dos anos 70. O disco conta ainda com participações especiais da atriz e musa dos anos 70 e 80 – Helena Ramos, e de Paulo César Pereio.  Bossa, funk, soul,samba, bolero tocados com o espírito boêmio, elegante e sedutor. Vale a pena conferir esse belo som, só clicar e ouvir!

Tudo Veio do Nada (2011) – Chimpanzé Clube Trio

Padrão

1. Curta a Paisagem
2. Raios e Trovões
3. Tem Dia Que a Noite É Foda
4. Na Rua Até Essa Hora?
5. Te Encontro na Praça da República
6. Cosmic Feelings I
7. O Vale dos Semi-Vivos
8. Nos Tempos da Montown
9. Cosmic Feelings II

O nome do terceiro álbum dos paulistanos do Chimpanzé Clube Trio já avisa o que estaremos prestes a ouvir ao dar o play. São sessões de improviso, gravadas ao vivo no Bar B em São Paulo ano passado. “Sem pós-produção, overdubs ou ensaio”, é o disco de uma banda em sua essência, tocando livre das composições ou arranjos pré – determinados, levando o estúdio até ela e não o contrário, como normalemente acontece.

O som do “Chimpa” é genuinamente rock, voltando mais para a estética setentista. O power trio formado por Luiz Miranda (guitarra e baixo), Felipe Crocco (baixo e guitarra) e Angelo “Turco” Kannan (bateria), explora a psicodelia do rock, fazendo-o dialogar com o soul e o funk. O “Chimpa” está “nos finalmente” da produção do seu quarto disco. Em breve estará no ar e com certeza nas páginas deste humilde blog.
Tudo Veio do Nada foi disponibilizado pela própria banda para download.
Baixe-o!!

Maria Fumaça (1977) – Banda Black Rio

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1.Maria Fumaça
2.Na Baixa do Sapateiro
3.Mr. Funky Samba
4.Caminho da Roça
5.Metalúrgica
6.Baião
7.Casa Forte
8.Leblon Via Vaz Lobo
9.Urubu Malandro
10.Junia

Da cena Black Power no Rio de Janeiro, segunda metade da década de 1970, surgiu a banda Black Rio. Músicos da pesada que fizeram um trabalho musical que não somente era dançante como também misturava os grooves do samba e do funk com a musicalidade do jazz e do soul.  Belos arranjos, metais inflamados misturados ao som da cuíca, pandeiro e tamborim. Sonzera!!!

Em 1999, a banda retomou suas atividades com nova formação, liderada por William Magalhães, filho do falecido membro-fundador Oberdan Magalhães. No vídeo abaixo, a nova formação da banda manda “Mr. Funky Samba” do disco Maria Fumaça.

MarginalS (2011)

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Disco ou sessão? Álbum ou improviso?
As músicas e o “álbum”, assim como o disco não eram pra ter nome. Nem sei se precisam. Muitas vezes, e esse caso é um deles, o(s) nome(s) é(são) irrelevante(s), apesar de ter relação total com a trajetória dos 3 músicos que fazem parte desse projeto. Marcelo Cabral (baixo acústico), Thiago França (sax, flauta, EWI) e Anthony Gordin (bateria) trazem mais uma pitada do que a música instrumental feita atualmente no Brasil tem a oferecer.

Livre de rótulos e ritmos, as faixas do disco soam e são uma sessão magistral de improviso desse trio muito experiente da cena musical paulistana. Viajando por diversas paisagens sonoras: do caos ao sublime, do jazz ao rock; o experimentalismo proposto pelos 3 músicos por vezes soa pesado, em outras é de uma finesse que te desprende da própria música.

É possível que essa sessão com músicas com nomes insólitos e explicativos, captadas no Estúdio El Rocha, sejam novamente executadas.

Pra baixar o disco e ouvir os improvisos do MarginalS, clique aqui: