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Coisas (1965) – Moacir Santos

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01. Coisa n° 4

02. Coisa n° 10

03. Coisa n° 5

04. Coisa n° 3

05. Coisa n° 2

06. Coisa n° 9

07. Coisa n° 6

08. Coisa n° 7 (Quem é que não chora?)

09. Coisa n° 1

10. Coisa n° 8 (Navegação)

Disco inominável do grande arranjador pernambucano Moacir Santos.

São simplesmente coisas, uma mais bela que a outra.

Aqui uma entrevista com Moacir.

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Beacons of ancestorship (2009) – Tortoise

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01. High Class Slim Came Floatin’ In

02. Prepare Your Coffin

03. Northern Something

04. Gigantes

05. Penumbra

06. Yinxianghechengqi

07. The Fall of Seven Diamonds Plus One

08. Minors

09. Monument Six One Thousand

10. De Chelly

11. Charteroak Foundation

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Onze transes hipnóticos. A influência da música brasileira se faz notar nesse novo disco, que traz até baião.

Texturas, texturas…

Aí embaixo o vídeo de uma apresentação de 2004.

SMW re-issue (2007) – XOC

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01 Title Screen

02 Welcome Theme

03 Yoshi’s Island

04 Main Theme

05 Underground Theme

06 Course Clear!

07 Donut Plains

08 Theme (ragtime)

09 Vanilla Dome

10 Cheese Bridge

11 Ghost House Secret Exit

12 Bonus Game

13 Soda Lake

14 Underwater Theme

15 Cookie Mountain

16 Star Road Medley

17 P-block/Special Zone

18 Butter Bridge

19 Forest Of Illusion

20 P-block

21 Chocolate Island

22 Castle Medley

23 Entrance Appears

24 Valley Of Bowser/Bowser

25 Vacation

26 End Credits

27 Death Jingle

28 Game Over

29 Super Mario World Cartoon Theme

30 Main Theme (Original Demo)

Versão remasterizada do álbum de 2005, com 9 faixas bônus.

Nesse disco, Jason Cox, o XOC, presta sua homenagem a um dos jogos de videogame mais populares do mundo e ao criador de sua trilha sonora: Koji Kondo. O cara gravou todos os (muitos) instrumentos do disco e as músicas estão em acordo com a cronologia da saga.

Aqui você encontra uma resenha do disco, acompanhada de uma entrevista com Jason Cox.

E aqui o site do XOC, com vários discos pra download. O maluco tem uma discografia impressionante, lança alguns discos por ano e tem vários projetos colaborativos.

Muito além dos 16 bits, taí a trilha sonora definitiva do Super Mario World.

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21 chocolateisland

Songs Of Experience (1969) – David Axelrod

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Axelrod,-David---Songs-Of-E

01.The Poison Tree

02. A Little Girl Lost

03. London

04. The Sick Rose

05. The School Boy

06. The Human Abstract

07. The Fly

08. The Divine Image

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Aproveitando a brecha deixada pelo parceiro madrugaltiva, posto aqui o segundo disco solo de David Axelrod, influenciado – assim como seu antecessor – pela obra homônima de William Blake.

Após alguns anos produzindo discos pela Capitol records (dentre os quais destacam-se os de Cannonball Adderley), em 1968 o produtor/arranjador grava seu primeiro disco, Songs of Innocence, o qual forma, para além da temática inspirada em Blake, obra conjunta com o Songs of Experience. Nos dois álbuns encontra-se a mesma textura funky-sinfônica, ora baseada nos beats, ora nos arranjos de cordas grandiloqüentes. O conjunto da obra evoca a todo momento a trilha sonora daquele filme; aquele, lembra? É impossível não ter esse “sentimento cinematográfico” ao ouvir esses dois discos.

Make The Road By Walking (2008) – Menahan Street Band

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make the road by walking

01. Make the Road By Walking

02. Tired of Fighting

03. Home Again!

04. Montego Sunset

05. Karina

06. The Traitor

07. The Contender

08. Birds

09. Esma

10. Going the Distance

Formado a partir da junção de músicos do Antibalas Afrobeat Orchestra, El Michels Affair, Budos Band e The Dap-Kings, o Menahan Street Band reúne o que de melhor poderia se esperar de um disco de afrobeat. A banda do Brooklyn não se prende, porém, à abençoada forma que Fela Kuti espalhou mundo afora. A influência de estilos como o reggae e o hip-hop é marcante, principalmente nas linhas de baixo e levadas de bateria, que fazem base (bem sólida) pros sopros hipnóticos em profusão. Guitarra timbrada ora no melhor estilo funk/afrobeat, de ataque estridente e certeiro, ora com “aura” de violão, harmoniosa que só, além de um picking de cordas atarrachadas no lugar “errado” da ponte, o que soa mais ou menos como uma harpa verde (!?). A interposição entre as sonoridades de piano e órgão viaja entre o ragtime e o soul, ora rítmico até o caroço, ora servindo de paisagem inebriante.

Make The Road By Walking foi gravado num apartamento (na tal Menahan St.), o que torna a coisa toda mais impressionante, pois o disco remete a lugares amplos e abertos (um dia de sol, eu arriscaria dizer), não um quarto.

Escuta aí, então:  Clique aqui

The Funky Side Of Life (2005) – Sound Directions

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01. Directions

02. Dice Game

03. Wanda Vidal

04. Fourty Days

05. Play Car

06. A Divine Image

07. The Funky Side Of Life

08. Theme For Ivory Black

09. The Horse

10. One For J.J. (Johnson)

11. On The Hill

Madlib, produtor de mil projetos e codinomes, lançou em 2005 essa paulada que, embora traga muito da essência do Yesterday’s New Quintet (um de seus projetos, baseado no jazz), vem sob a alcunha de Sound Directions. O “beat-maker” foi a fundo em sua “nóia” com o quinteto (na verdade uma banda-de-um-homem-só): vem lançando discos do YNQ desde 2000, além de obras “solo” de cada um dos integrantes, sob diferentes nomes.

Nesse álbum, Madlib usa e abusa de efeitos e compressão (o que dá ao som uma “atmosfera analógica”, intencionalmente exagerada, fazendo o som “ir e voltar”- só não se sabe pra onde) em cima de uma base instrumental foderosa, de funk e breakbeat. O instrumental ficou a cargo de “músicos de estúdio” (não encontrei info a respeito dos caras) e é permeado por naipe de sopros entrosadíssimo, piano rhodes com seu “climão” tenebroso, baixo acústico frenético e a bateria mais “quebrada” que consigo imaginar. Alguns temas são releituras de clássicos como Fourty Days e On The Hill, gravadas por inúmeros artistas, dando a impressão de uma homenagem madlibiana às suas influências.

Meu destaque vai pra faixa Play Car. Nela, o “maestro” Madlib vai ditando os climas da música, conversando com os supostos músicos. A combinação baixo-bateria-órgão desse som me deixa de cabelo em pé, apesar de não ser nada rebuscada.

É tarefa difícil encontrar um traço definidor da obra desse cara, que vai desde o autêntico hip-hop, com rimas em pitch alterado (Quasimoto) até um disco só de remixes de músicas do lendário selo de jazz Blue Note, passando por flertes com a música brasileira (recentemente Madlib gravou um disco de releituras de clássicos brasileiros, acompanhado por Mamão, percussionista de longa carreira).

Aproveite então a meia hora inebriante que este disco proporciona.

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