Arquivo da categoria: Reggae

CaladoNovo#1 – Guava Jelly

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guava jelly

A ideia do blogue sempre foi de divulgar a música instrumental para um maior número  de pessoas. Começamos lá em 2009 apenas postando discos, depois inciamos as entrevistas, e por último foi a vez de começar a convidar pessoas ligadas ao estilo pra escolher algum disco ou obra da música sem palavras pra falar sobre. Pensando esses dias no que postar nessa semana, senti falta de falar sobre bandas que ainda não tem álbum lançado mas que já possui algum registro. Com isso em mente, resolvi apostar no inicio de outra ramificação: a Calado Novo, trazendo bandas já com vida, mas sem nada em sua discografia. A ideia pode-se expandir dentro desse conceito e também colocar na roda singles de bandas com uma estrada maior (como sempre abertos a experimentações por aqui).

Pra estreia, resolvi falar de uma banda que tive a oportunidade de estar presente nos dois primeiros shows de sua história: o Guava Jelly, criada em Araraquara, e que pra essas apresentações convidou uma banda que faço parte pra dividir a noite. O trio formado é por Fred Gomes (guitarra), Heraldo Pimentel (baixo) e Fernando Neves Chin (bateria),  e alguns dos integrantes possui uma trajetória de tempos na cultura jamaicana do reggae e dos sound system’s, cultura muito presente no interior paulista. Esse o norte da sonoridade do Guava Jelly: música jamaicana, principalmente dub presente nos delays e reverbs da guitarra e bateria e no peso pesadíssimo do baixo, isso tudo misturado à belas pitadas de funk e rock, guiadas pelas melodias da guitarra, com referências de música eletrônica, notadas em alguns riffs e na certeira utilização de samples e efeitos.

O Guava Jelly possui até agora três músicas lançadas, que você pode ouvir aqui e alguns vídeos onde dá pra conhecer o trabalho dos caras. A banda já fez algumas apresentações pelo interior de São Paulo e ficamos por aqui no aguardo dos próximos lançamenos do trio.

Parte 2 (2013) – União Thia

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Ervinha1. O Planeta
2. Mesmo Tempo
3. Pureza
4. Fela
5. Eu
6. Sagrado
7. Festa na Mata

Aproveitando a semana de lançamento do meneio e última sessão da série Cabeças que fazem Cabeças, pensei em fazê-las dialogar pra chegar no disco de hoje. A estréia é o segundo e fresquinho disco do projeto solo e caseiro União Thia,  produzido e gravado pelo guitarrista e compositor Marco Nalesso – que foi quem pilotou por último a nave da sessão que estreamos a pouco por aqui, e que convida alguém ligado à música pra discorrer sobre um disco instrumental.  Marco toca em outros projetos instrumentais como o Marco Nalesso e a Fundação (que esteve em nossas linhas) e o recém criado Habitante, que deve soltar mais material em breve.

O União Thia é uma mistura pesada de música eletrônica feita pelas programações, samples e alguns instrumentos sintetizados, e orgânica, onde Marco tocou guitarra, baixo e algumas percussões. Toda essa mistura muito bem recheada com muita música negra psicodélica e esfumaçada: dub, funk, cumbia, reggae, afrobeat e outras tertúlias brasileiras. É um sincretismo já existente nos trabalhos que Nalesso tem com os outros projetos e que chegam unidos e com belo o peso aos nossos ouvidos.

Pra ouvir o Parte 2, clique aqui!
Recomenda-se fones de ouvido para degustação…

Segue um clipe da música Óruba, presente no primeiro disco do União Thia, e lançado no início do ano:

Morbo y Mambo (2011) – Morbo y Mambo

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1. La Espada de Cardona
2. Blanco Nigeria
3. Gorila
4. Solo TV
5. Escandar
6. Candonb
7. Fung Wah
8. Colon y Hara
9. Kerosene
10. Antena Comunitaria
11. Das Papier

O afrobeat chegou forte na América do Sul e entre outros lugares que aportou, a Argentina foi um deles. Isso fica claro na música do Morbo y Mambo, banda “rioplatense” (Mar del Plata) de música instrumental. O disco – homônimo – lançado ano passado é o segundo registro do grupo argentino, que toca junto desde 2007 e lançou em 2009, um EP denominado Handeneless.

O afrobeat á a referencia que mais se aparenta ao dar um play no álbum, mas ao longo das 11 composições, nota-se outras influências nas músicas do Morbo y MamboRock psicodélico, dub e funk também estão no disco da banda, que está pela segunda vez fazendo shows no Brasil. Desde a semana passada, estão se apresentando pelo interior de São Paulo e Rio de Janeiro. Fica a dica pra quem conseguir ver os caras ao vivo. Se liguem nas datas!
Se perder o show dá pra ouvir a música do Morbo y Mambo, clicando aqui!

Jacuípe Sessions (2008) – Rockers Control

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1. Soltinho
2. Do Alabama ao Atacama
3. Dança das Abelhas
4. Jatiman
5. Minduca
6. Durango Kid
7. 36 Léguas
8. 46 do Segundo Tempo
9. Coaxo do Sapo
10. Heavy Bass
11. Ginguba

Mais uma vez o dub esfumaçandoo ambiente virtual e instrumental. A vibe jamaicana dessa vez,  fica por conta do Rockers Control, banda paulistana que explora as “good vibes” do reggae e do dub em suas composições. Jacuípe Sessions, primeiro e até agora único álbum do grupo, foi lançado em 2008 e recebeu esse nome em homenagem ao local onde foi gravado: Jacuípe é uma cidade no litoral baiano, onde se encontra a pousada/estúdio “Coaxo do Sapo”, onde foi concebido as tais sessões.

O disco dá a impressão de ter sido gravado sem pressa, explorando o timing do dub, deixando um clima de paz e tranquilidade no ar. O Rockers Control é uma das bandas que acompanha os eventos organizados pelo coletivo Dubversão Sistema de Som, responsável por preencher com grave as ruas paulistanas. Além do Rockers Control, os integrantes também tocam ou acompanham outras bandas e músicos da cena paulistana.
Ouça a pedra!!

Macka Fat (1972) – Jack Mitto

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1. Henry The Great
2. Good Feeling
3. Mack Fat
4. Lazy Bones
5. Fancy Pants
6. Something Else
7. Happy People
8. Purple Hearth
9. Whoa Whoa
10. Division One
11. Ghetto Organ
12. Dad Is Home

Jack Mitto é um tecladista nascido na Jamaica no ínicio dos anos 50 e Mack Fat é o quarto disco de estúdio da sua carreira. Mitto é responsável por criar alguns dos riddins (acompanhamentos instrumentais de reggae) mais conhecidos e remixados pelos vários sound system’s espalhados pelo mundo. Também fez parte de uma das bandas mais importantes do reggae mundial, o The Slatalites.

O reggae instrumental pesado que comanda Macka Fat,  é o que “evoluiu” do rock e do soul nos anos 60, e que foi popularizado principalmente por Bob Marley. Mesmo sendo um álbum de um tecladista, percebe-se o quão coletivo é a pepita, devido aos instrumentos estarem numa mesma projeção e proporção, apenas deixando soar o levíssimo e esfumaçado som da ilha mais “legal” do planeta.
Ouça!!

As Margens do Rio Doce (2012) – Ska Maria Pastora

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1.Fanfarra Dominicana
2.As Margens do Rio Doce
3.Cabelo de Fogo
4.Skarnaval
5.Bolero do Velho Oeste
6.O destino de Fidel
7.Jardel
8.Elefante de Olinda
9.Uma Night no Iraque
10.Fim de Tarde no Nóbilis
11.O Regresso de Oroska

Das férteis terras de Pernambuco nasceu mais este belo álbum – As Margens do Rio Doce – recém lançado pela turma do Ska Maria Pastora. A banda foi formada em 2008, e como eles próprios disseram, fazem parte de um projeto “idealizado por amigos que tem em comum o gosto pelo ska, reggae e naturalmente o frevo”. E o disco é resultado dessa mistura de rica de ritmos e influências, da música brasileira e música jamaicana. E além do som de alta qualidade, a arte do disco também merece destaque. E o conjunto todo está disponível para download no site da banda. Só clicar aqui e conferir!

 

 

Instrument (1999) – Fugazi

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1. Pink Frost (demo)
2. Lusty Scripps
3. Arpeggiator (demo)
4. Afterthought
5. Trio’s
6. Turisk e Disco
7. Me & Thumbelina
8. Flosting Boy (demo)
9. Link Track
10. Little Debi
11. H.B.
12. I’m so Tired
13. Rend It (demo)
14. Closed Caption
15. Guilford Fall (demo)
16. Swingset
17. Shaken All Over
18. Slo Crostic

Mesmo não sendo um disco totalmente instrumental, a alma da compilação Instrument (Instrument, também é o nome de um documentário sobre o Fugazi, lançado em 1998, que acompanha a carreira da banda entre 1987 e 1997.), lançado em 1999 por uma das bandas mais imporantes do cenário independenete, o Fugazi, é permeada pela ausência de voz, Porém, quando as palvaras aparecem, soam como mais um instrumento, somando-se às doideras e experimentos da banda de Washington, que misturou em seus 15 anos de história, punk, reggae, hard core e funk.

Esses estilos em Instrumet, são levados à um grande diálogo com o noise e diversos experimentos; sempre muito bem estruturados nas tortas melodias e tempos, e nos riff’s marcantes que Ian MacKaye (guitarra e vocal), Guy Picciotto (guitarra e Vocal), Joe Lally (baixo),] e Brendan Canty (bateria) colocam no disco. O espírito punk do Fugazi está além de sua música. A forma de produzir sua carreira também foi inovadora, fazendo shows não somente em grandes casas, mas também em pequenos palcos de “muquifos” do rock alternativo estadunidense.
Ouçam!!