Arquivo mensal: fevereiro 2013

Smile (2010) – Skeletons

Padrão

skeletonssmile1. Positive Force
2. Marathon Man
3. Mister Mistery
4. 50 Degrees
5. Gravel
6. Firesticks
7. Over The Bridge
8. Skeletons
9. Gaudelupe
10. Mulatu
11. Blood
12. Adam & Eve (feath The Voice of Alice Russell)

Pra dar adeus ao horário de verão (pelo menos no Brasil), mas não ao verão aqui pelos trópicos, nada melhor que  um disco quente. Trata-se de Smile, da banda/projeto Skeletons, que é encabeçada pelo produtor Benedic Lamdin, do atuante coletivo inglês Nostalgia 77. Com um trabalho conciso na produção musical, e vários outros trabalhos lançados pelo selo que seguem em diversos ritmos e experiências, no Skeletons, o produtor nos leva a passear sobre a música do belíssimo continente africano.

Lançado em 2010, Smile ambula com tranquilidade pos diversos ritmos do nosso continente origem de história e cultura. Do afrobeat de Ebo Taylor e Fela Kuti à música etíope de Mulatu Astake, muito bem executada e reverenciada, e  fazendo-a dialogar com a música negra que atravessou o Atlântico e descobriu-se, entre outros tantos ritmos,  no jazz e funk.
Disco foda! Pra ouvi-lo, clique aqui!

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Rio 65 Trio (1965) – Rio 65 Trio

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capa1. Meu Fraco é Café Forte
2. Preciso Aprender a Ser Só
3. Farjuto
4. Desafinado
5. Sonnymoon For Two (Blues em Samba)
6. Espera de Você
7. Mau Mau
8. Tem Dó
9. Azul Contente
10. Manhã de Carnaval
11. Aruanda
12. A Minha Namorada

Pra quarta feira de cinzas, fim de Carnaval, ressacas e afins, a bossa-nova, subgênero do samba cai bem pra relaxar e ouvir boa música. Ainda mais, quando essa música é feita e reiventada por um trio de peso, composto por Edison Machado na bateria, Dom Salvador no piano e Sérgio Barroso no contrabaixo. O conjunto é o Rio 65 Trio, formado por Dom Salvador no nascedouro do samba-jazz: o Beco das Garrafas, no Rio de Janeiro; e o ano é 1965, época em que a bossa nova, criada na “Cidade Maravilhosa”, estava no auge depois de um sucesso estrondoso nos Estados Unidos e Europa, capitaneada principamente por João GIlberto e Sérgio Mendes.

O disco homônimo – o primeiro dos dois que o trio lançou – é uma grande reflexo do momento de transição que vivia a música brasileira: releiuras de composições de artistas brasileiros como Tom Jobim, Luiz Bonfá, Baden Powell, etc; se misturam a composições do grupo, principalmente do exímio pianista (também importante para o início do funk feito no Brasil na década de 70) Dom Salvador. Além dessa mistura sendo executada por um trio típico de jazz (bateria, piano e baixo), formação que na época era introduzida na música brasileira e que ajudou a fazer a transição da mesma (mais precisamente do samba), o álbum realiza um ótimo diálogo entre as culturas negras de Brasil e Estados Unidos.
Pra ouí-lo, clique aqui!

Uakti Beatles (2012) – Uakti

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uakti e os beatles 1

1.Mother Nature’s Son
2.Get Back
3.A Day in the Life
4.With a Little Help From My Friends
5.Lucy in the Sky with Diamonds
6.Julia
7.Come Together
8.Here Comes the Sun
9.Dig a Pony
10.Across the Universe
11.For No One
12.She’s Leaving Home
13.Eleanor Rigby
14.Golden Slumbers
15.Ob-La-Di, Ob-La-Da
16.Something

Mais uma vez no blogue, o belo som da banda Uakti. Em 2013, o grupo completa 35 anos de estrada. Desde 1978 eles desenvolvem um trabalho singular ligado à música instrumental e à pesquisa de novas sonoridades, que incluem desde a concepção de novos instrumentos, sua construção, o desenvolvimento de técnicas para a execução, sua aplicabilidade dentro do universo da composição e o trabalho em conjunto visando a performance e gravações.

O mais recente trabalho da banda é Uakti Beatles, disco lançado no final de 2012. É uma tradução dos Beatles a partir de tudos de PVC, cabaças, marimbas,  apitos e diversos materiais inusitados. E, pela primeira vez, o grupo usa, o piano solo para conduzir uma melodia, de “Come Together” e a guitarra numa gravação, num solo em “Get Back”. Músicas dos Beatles com o jeito inimitável e original do Uakti. Para ouvir, é só clicar aqui!

Confira o making of do disco…

… e Here Comes fhe Sun

Mixtape BR Instrumental Vol.1 (2013) – Lavoura Seletah

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b8dc8924-decb-452f-866a-16475a2e3fde1. Balboa da Silva (Bixiga 70)
2. Afroka (Guizado)
3. Transistor Riddim (Burro Morto)
4. Attack Mamma Style (Mamma Cadela)
5. Ventos Magnéticos (Chimpanzé Clube Trio)
6. Etiópia (Sambanzo)
7. Cardume (Marcelo Monteiro)
8. Azul Marinho (Constantina)
9. Cantagalo (Malditas Ovelhas!)
10. Pombaral (São Paulo Underground)
11. Interferência No.1 (Trio Improvisado)
12. Estação Deodoro (Lavoura)
13. H2O (Liquidos Ambientus)
14. Bit’sperto (Martinez)
15. Montag’s Dream (Otis Trio)
16. Mandiga (Baoba Stereo Club)
17. Kadmirra (Aeromoças e Tenistas Russas)
18. Beachs Bitch (The Dead Rocks)
19. Delayte (Camarones Orquestra Guitarrística)
20. Summer Seads (Macaco Bong)
21. Marraquexe (Fóssil)
22. Tuira (Labirinto)

Acostumados a postar por aqui sempre álbuns de bandas, dessa vez por uma ocasião especial, sairemos um pouco da linha pra divulgar uma mixtape muito massa que a rapaziada do Lavoura (banda instrumental de São Paulo) fez no início desse ano. Em cerca de 1h30 de muita música instrumental brasileira da cena atual, a banda, que selecionou com 22 de faixas de artistas diferentes, mostrou o quão diversa, consistente e inventiva é nossa música instrumental, que sempre foi mais ligada ao samba jazz ou jazz fusion, e partipando dela somente musicos virtuosos e técnicos, muitas vezes deixando a alma das músicas de lado.

Nas próprias palavras do Lavoura, a escolha não se deu a nenhum critério específico…”diversas bandas intrumentais brasileiras da atualidade, com as quais nos identificamos muito, principalmente pelo aspecto de fazerem um som autoral, original e independente, com influências do nujazz, post-rock, afrobeat, funk, dub, musica eletrônica, psicodelismo e por aí vai! São 22 bandas nesse primeiro volume, um número expressivo que caracteriza uma nova cena emergente da música instrumental no Brasil, que tem em comum o experimentalismo, o hibridismo, o peso e a criatividade em combustão valvulada!”…

Muitas bandas ótimas ficaram de fora da Mixtape BR Instrumental Vol.1, e por isso os caras prometem em breve uma nova seleção de peso!
Pra ouvir a mixtape, clique aqui!

Coisas Passageiras que Nunca se Esquece (2012) – Chimpazé Clube Trio

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chimpanze_clube_trio_coisas_passageiras_que_nunca_se_esquece_cover

1. Tira essa Pessoa da Minha Vida
2. Zumbi dub
3. Ventos Magnéticos
4. Noites no  Marrocos
5. Rancheira
6. Macarreptil
7. Me Acabei aos 17
8. Tempos Malucos
9. Chupins
10. Roendo Unhas Criando Vermes
11. Jogos de Verão
12. O Momento é Agora
13. Coisas Passageiras que Nunca se Esquece

Coisas Passageiras que Nunca se Esquece é o quarto disco dos paulistanos do Chimpanzé Clube Trio. Power trio frenético e competente formado por Luiz Miranda (guitarra e baixo), Felipe Crocco (baixo e guitarra) e Angelo “Turco” Kanaan (bateria). A banda está na estrada há mais de 10 anos e um de seus diferenciais é o revezamento em shows e gravações de guitarra e baixo, elemento que torna o Chimpa uma banda com um trabalho inventivo e consistente na música instrumental atual.

O disco Coisas Passageiras que Nunca se Esquece saiu ano passado e segue na mesma linha dos outros trabalhos do Chimpa, Sessões de Quintal, de 2003, o homônimo Chimpanzé Clube Trio de 2007 e Tudo Veio do Nada – disco gravado ao vivo em imporovisação livre – de 2011: uma bela mistura de rock sessentista, como na balada Rancheira, e setentista como na faixa Macarreptil, dub e reggae em Zumbi Dub e funk  e jazz em Noite no Marrocos e Me Acabei aos 17. Além de Luiz, Crocco e Turco rolaram também participações de Beto Montag no vibrafone, Lulu Camargo nos teclados e theremin, Lucas Vargas no acordeom, Gustravo Garbato na percussão, Marcelo Monteiro e Tiago Sormani no sax e Sidmar Vieira no trompete.

Mais um belo disco da música instrumental brazuca lançado ano passado, que ainda não tinha passado por aqui, mas agora tem as honras da casa! Pra ouvi-lo, clique aqui!