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Eagle’s Nest, Devil’s Cave (2009) – Skeletonbreath

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skeletonbreath

01. Dick Tracy
02. Dylan Fischer
03. Machinists
04. Taxidermist Convention
05. Llarimo
06. Skeletonbreath
07. The Combustible Man
08. Texarcana
09. Caveman
10. Silk City

E se o primeiro álbum era bárbaro, o segundo não deixa nada a desejar. Como havíamos comentado este trabalho estava prestes a sair a época em que subimos o primeiro álbum. Finalmente em nossas mãos, oferecido aqui para vocês. E atentem que não está em muitos lugares fáceis por aí, então aproveitem!

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Dance Of Fire (1995) – Aziza Mustafa Zadeh

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Dance of Fire (1995) - Aziza Mustafa Zadeh

01. Boomerang
02. Dance of Fire
03. Sheherezadeh
04. Aspiration
05. Bana Bana Gel
06. Shadow
07. Carnival
08. Passion
09. Spanish Picture
10. To Be Continued
11. Father

Aziza Mustafah Zadeh, acertando os passos com seu pai, Vagif Mustafa Zadeh, que dispensa apresentações, também parece incorporar em seus trabalhos muito da música de sua terra natal, o Azerbaijão, o Mugam, senão do Folk Improvisacional Russo. E não apenas por isto, já que são virtuose de toda maneira, o nome desta família está mais que cravado no Jazz ocidental.

E se de seu pai saiu-se como uma pianista espetacular, de sua mãe vem a Aziza cantora. Neste álbum, por essência instrumental, as desculpas para trazer as vocalizações de Jazziza residem justamente na técnica, que faz de sua voz um instrumento como qualquer outro, muito bem percebidas em faixas como Bana bana gel e Carnival.

Neste álbum, Dance of Fire, então seu terceiro, lançado em 1995, outros nomes conhecidíssimos acompanham a Princesa do Jazz: Al Di Meola, talvez o melhor guitarrista do Fusion Jazz; Stanley Clarke, gênio do baixo elétrico e contra-baixo, dividindo o instrumento com Kai Eckhardt; Bill Evans no sax; e Omar Hakim na bateria. Se não só Aziza o faziam-no obrigatório, esta seleção, superbanda (de Jazz, veja só), tornam a coisa mandatória.

Contudo, Aziza ofusca estes nomes com seu virtuosismo. E falando em virtuose, ela seria despercebida, dada sua fluidez. Aliás, o tom neste álbum, combinando o Jazz Bebop com o Jazz Oriental, é justamente este, natural. Chega a ser estranho como a coesão da intertextualidade soaria comum ao ouvinte, em se tratando de Jazz.

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Zooma (1999) – John Paul Jones

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John Paul Jones - Zooma (1999)

01.  Zooma
02.  Grind
03.  The Smile of Your Shadow
04.  Goose
05.  Bass ‘N’ Drums
06.  B. Fingers
07.  Snake Eyes
08.  Nosumi Blues
09.  Tidal

Embora seja muito lembrado por seu trabalho junto ao Led Zeppelin, mesmo ali John Paul Jones aparece como figura menor entre um baterista incomparável, um guitarrista genial e um vocalista inusitado. Contudo, não fosse seu baixo preciso e de linhas já nada convencionais, nenhum destes elementos teria seu brilho tão fulgurante. Isto sem sequer considerar suas incursões por teclados e mesmo o bandolim ali na banda.

E ainda que sua carreira solo seja menos produtiva que de seus comparsas vivos, Page e Plant, há três álbuns primorosos no seu leque. Seu primeiro trabalho, uma parceria com Diamanda Gálas, musicista de vanguarda dona de voz única e arrebatadora, é mandatório. Deveria incorrer aqui pelo Boca, já que Gálas faz de sua voz instrumento, quem sabe caracterizando o trabalho verdadeiramente como instrumental.

Contudo, nosso foco é seu primeiro trabalho verdadeiramente solo, o álbum de 1999 Zooma. Gravado quase vinte anos após o fim do Led Zeppelin, sua sonoridade destoa do que um fã da banda esperaria. Jones além de evoluir sua técnica, acompanhou a história do Rock e manteve-se na crista da onda. Associações com Brian Eno, Peter Gabriel, R.E.M e até mesmo Foo Fighters marcaram este período, que com um empurrãozinho de Robert Fripp resultou neste trabalho de estilo composicional único, original. Com marcações rítmicas concretas, o que ainda mostraria onde Led Zeppelin é muito da influência de John Paul Jones e não o quanto este ainda é influenciado pela banda, Zooma trás algumas experimentações, dentro de uma trajetória corrida no Hard Rock, senão Heavy Metal, mas que tange vários outros estilos, desde o Folk e o Blues a um toque Heavy Prog, incluindo em algum momento também arranjos orquestrados.

Neste álbum, Jones não só mostra sua habilidade com o baixo, mas também senta ao órgão e lembra o bom multi-instrumentista que é. E se o problema era baixo, ele não só usa seis cordas, mas ataca mesmo em doze, como poucos poderiam fazer sem parecer apenas pomposo e desperdiçar o instrumento.

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Louise (2006) – Skeletonbreath

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Skeletonbreath -  Louise - 2006
01. Surf Music Pt.1
02. Do The Lazy Rabbit
03. Fever Dream Waltz
04. Harvestmen
05. Plastic Motor Fight
06. Circus Train
07. Louise
08. The Mausoleam
09. Ashtabula

Um dos poucos álbuns instrumentais em que qualquer primeira audição basta para se sentir acachapado é Louise, do Skeletonbreath. Neste debut a banda estado-unidense saída do Brooklyn em New York apresenta uma sonoridade por vezes diferente e inusitada, mas ainda muito acessível a qualquer público. Pertíssimos de lançar um segundo álbum, é mandatório conhecer tão logo quanto possível este material.

Skeletonbreath nada mais é que um trio, com o baixo elétrico de Andrew Platt e a bateria e percussão de Crockett Doob atravessando variações de estilo e ritmo a cada faixa , enquanto Robert Pycior vem com um violino elétrico que toma a frente no papel que seria normalmente de um vocalista.

Com um violinista de formação clássica, é tendencioso apontar esta dialética entre o instrumento erudito, ainda que elétrico, com a base dos instrumentos do rock para o Folk ou o Gypsy. Contudo, sua sonoridade se aproxima do Surf Rock, ao mesmo tempo em que atinge fortemente uma vertente ou outra do Progressivo, mesmo o já generalista Post-Rock.

Para alguns, há um certo lado sombrio em sua sonoridade, muito embora a própria amargura e desespero ali presentes possam ser belos. Esta é a mescla entre a rítmica assustadora e a melodia melancólica que os fazem impressionantes.

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De Puro Guapos Ao Vivo (2005) – De Puro Guapos Orquestra Típica de Tango

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01.  Derecho Viejo (E. Arolas/G. Clausi)
02. 9 de Julio (E. Cárdenas/I. Bayardo/J. Padula)
03.  A La Gran Muñeca (J. Ventura)
04.  Percal (H. Expósito/ D.  Federico)
05.  Quejas de Bandoneón (J. Filiberto)
06. Taquito Militar (M. Mores)
07. Milonga de Mis Amores (P. Laurenz)
08. Milonga Del Ángel (A. Piazzolla)
09. Tango Del Ángel (A. Piazzolla)
10. Libertango (A. Piazzolla)
11. Adiós Nonino (A. Piazzolla)
12. Zum (A. Piazzolla)

Primeiro disco da Orquetra Típica de Tango De Puro Guapos, logo ao vivo,  traz seu instrumental num repertório de tangos e milongas.

Fazendo a ponte deste som do Rio do Prata ao público brasileiro, e também aos músicos que passam pela orquestra, o grupo vem ganhando cada vez mais destaque no cenário, com nove anos apresentando-se para as mais diversas platéias e conquistando ouvintes.

Gravado no Espaço Cachuera! em São Paulo, figuram ali os músicos Paulo Brucoli (piano), Rafael Zacchi (clarinete), Leonardo Padovani (violino), Vinícius Pereira (contrabaixo) Daiane Dauzcuk (flauta) e Marta Autran Dourado (violoncello), arregimentados pelo bandoneonista argentino Martín Mirol, também o arranjador das composições.

Este material de 2005 centra-se mais nos anos 20 do Tango argentino, ao mesmo tempo que conta com títulos famosos da obra de Astor Piazzolla. Em 2008 a Orquestra lançou seu segundo disco, Com a Corda Toda, incursionando por nomes da chamada época de ouro do tango, nos anos 40. Com nova formação, continuam a se apresentar em diversas casas de São Paulo e tantos outros cantos.

Na página oficial do grupo AQUI, é possível conhecer um pouco mais deste trabalho,  o contato,  as fotos e vídeos, além de poder acompanhar a agenda do grupo.

Também é possível adquirir os discos da Orquestra Brasileira de Tango De Puro Guapos online, nas lojas  Causa Sonora, Mubi e Clube do Áudio.

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