Arquivo mensal: outubro 2011

MarginalS (2011)

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Disco ou sessão? Álbum ou improviso?
As músicas e o “álbum”, assim como o disco não eram pra ter nome. Nem sei se precisam. Muitas vezes, e esse caso é um deles, o(s) nome(s) é(são) irrelevante(s), apesar de ter relação total com a trajetória dos 3 músicos que fazem parte desse projeto. Marcelo Cabral (baixo acústico), Thiago França (sax, flauta, EWI) e Anthony Gordin (bateria) trazem mais uma pitada do que a música instrumental feita atualmente no Brasil tem a oferecer.

Livre de rótulos e ritmos, as faixas do disco soam e são uma sessão magistral de improviso desse trio muito experiente da cena musical paulistana. Viajando por diversas paisagens sonoras: do caos ao sublime, do jazz ao rock; o experimentalismo proposto pelos 3 músicos por vezes soa pesado, em outras é de uma finesse que te desprende da própria música.

É possível que essa sessão com músicas com nomes insólitos e explicativos, captadas no Estúdio El Rocha, sejam novamente executadas.

Pra baixar o disco e ouvir os improvisos do MarginalS, clique aqui:

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Di Malaika (2011) – Bixiga 70

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Lado A: Tema Di Malaika

Lado B: Dub di Malaika (Strikkly Vikky)

“A banda Bixiga 70 nasce da junção de vários músicos já conhecidos da cena paulistana a partir de trabalhos desenvolvidos no estúdio Traquitana, localizado no coração boêmio do centro de São Paulo. Vindos das mais variadas frentes musicais, juntaram-se membros que acompanham diversos grupos e artistas como Rockers Control, Projeto Coisa Fina, ProjetoNave, Gafieira Nacional, Pipo Pegoraro, Leo Cavalcanti, Anelis Assumpção, Banda Strombólica, Otis Trio, entre outros, para explorar o território do afrobeat em versões instrumentais de músicas próprias e composições de artistas de diferentes tempos e espaços: Fela Kuti, Budos Band, Antibalas, Soul Jazz Orchestra, K. Frimpong, Pedro Santos e Os Tincoãs.

O nome Bixiga 70 está ligado ao endereço do estúdio onde o conjunto nasceu, o número 70 da rua Treze de Maio e faz referência à banda Afrika 70, que acompanhou Fela Kuti até o fim da década de 1970. Considerado por muitos como o berço do samba paulistano, o bairro do Bixiga também hospeda e alimenta a imaginação desses dez músicos que buscam estreitar os laços entre o passado e o futuro através de uma leitura da música cosmopolita de países como Gana e Nigéria, dos tambores dos terreiros e dos afro-sambas, da música malinké e de uma atitude despretensiosa e sem limites para o improviso e a dança.”                       (Bixiga 70 por Pablo Saborido)

Banda:

Décio 7 – bateria
Marcelo Dworecki – baixo
Cris Scabello – guitarra
Mauricio Fleury – teclas e guitarra
Rômulo Nardes – percussão
Gustavo Cecci – percussão
Cuca Ferreira – sax barítono
Dany Boy – sax tenor
Doug Bone – trombone
Daniel Gralha – trompete

Download: Clique aqui