Arquivo mensal: agosto 2012

Mulatu Steps Ahead (2010) – Mulatu Astatke

Padrão

 

1.Radcliffe
2.Green Africa
3.The Way To Nice
4.Assosa
5.I Faram Gami I Faram
6.Mulatu’s Mood
7.Ethio Blues
8.Boogaloo
9.Motherland

Mulatu Steps Ahead” é o mais recente trabalho solo do mestre Mulatu Astatke, lançado em 2010. Depois de lançar um disco junto com  The Heliocentrics, de ser bolsista no Instituto Radcliffe da Universidade de Harvard e de servir como artista residente no Instituto de Tecnologia de Massachusetts em Cambridge trabalhando na modernização de instrumentos tradicionais etíopes, Mulatu lança este belo disco, explorando novas possibilidades do Ethio Jazz. E como era de se esperar, o disco ficou do caralho. Pra conferir é só clicar aqui!

Somatória do Barulho (1976) – Airto Fogo

Padrão

1. Right on Bird
2. 1973 Cramen Avenue
3. High Syakers
4. Just Over
5. One Tip Toe
6. Satine Dog
7. Shadowy
8. So Be It
9. Tuesday in Jackson

Airto Fogo é um pseudônimo do brasileiro Waltel Blanco, arranjandor e compositor paranaense conhecido por seus belos arranjos e por ser um dos precurssores do jazz fusion, misturando a música americana com ritmos latinos e brasileiros; Waltel fez história como músico e compositor de trilhas internacionais de novelas da rede Globo, no tempo em que vários mestres da música brasileira, como Radamés Gnatalli, faziam parte dos casting artístico da emissora.

A escolha do pseudônimo Airto Fogo foi pra enganar os gringos e conseguir emplacar mais músicas em trilhas, para que elas não ficassem só ligadas ao nome Waltel Blanco. Waltel conseguiu com sucesso levar a história adiante, pois muitos meios de comunicação atuais, colocam Airto Fogo como um artista franco-canadense.

Somatória do Barulho, disco lançado em 1976 somente na gringa, é uma mostra de como o funk feito por Waltel (ou Airto) é inovador, pois um estilo que ainda estava em evolução na década de 70, tem uma ar de maturidade muito grande nas composições do músico paranaense. O groove aliado aos ritmos brasileiros e latinos, coloca qualquer um pra mexer o esqueleto.
Pra ouvir essa pedra, clique aqui!

Rio Antigo (1961) – Altamiro Carrilho e Sua Bandinha

Padrão

1.Rio Antigo
2.Saudade De Pádua
3.Caipirinha
4.Rebolado Da Vovó
5.Aurora
6.Forró Do Bicudo
7.Gaúcho (Cá E Lá – O Corta Jaca)
8.Viva O Comendador Biguá
9.Jura
10.Flor De Maio
11.O Canário E a Tuba
12.Saudade Da Fazenda

Fica aqui a homenagem nossa à Altamiro Carrilho, grande músico e compositor brasileiro falecido recentemente, no dia 15 de agosto. Sempre reverenciado em todo mundo, considerado um dos melhores flautistas do mundo, senão o melhor, iniciou sua carreira nos programas de calouros, fez fama como improvisador e participou de numerosos grupos, discos e shows. Manteve-se na atividade praticamente até o fim de sua vida, quando um câncer pulmonar o silenciou aos 87 anos de idade. Grande mestre do choro, eternizado em suas obras. Só clicar e ouvir!

Mutus (EP_2012) – Mutus

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1. Midnigth Shuffle
2. Porcelain
3. Parabolica
4. P&B

Mais uma estréia aqui no Boca Fechada! Dessa vez são os santistas do Mutus, power trio que toca junto há 6 anos e que no início de 2012 resolveu oficializar as jam’s que faziam no estúdio Toca do Tubarão, dando início à sua contribuição pra nova música instrumental brasileira. Mesmo existindo oficialmente há pouco tempo, acabam de lançar o primeiro registro, um EP homônimo com 4 faixas.

O power trio formado por Bruno Bort (guitarra), Ivo Escobar (bateria) e Paula Magário (baixo), tem o rock setentista como principal influência, porém, pitadas de blues, funk e rock progressivo são bastante perceptíveis em suas composições. O som do Mutus, lembra a sonoridade e a timbragem do disco “Artista Igual Pedreiro”, primeiro do power trio Macaco Bong.
O disco foi disponibilizado pra download pela própria banda e você pode ouvi-lo, clicando aqui!

The Cat (1964) – Jimmy Smith

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1.Theme From ‘Joy House’
2.The Cat (From Joy House)
3.Basin Street Blues
4.Main Title From ‘The Carpetbaggers’
5.Chicago Serenade
6.St. Louis Blues
7.Delon’s Blues
8.Blues In The Night

Jimmy Smith (1925-2005), músico norte americano muito conhecido pela utilização do órgão Hammond B-3 (um órgão eletro-mecânico desenvolvido na década de 1930 como uma alternativa mais barata aos órgãos de tubo). Misturando blues, rhythm & blues e gospel, Jimmy Smith levou o órgão onde ele nunca tinha estado antes e o transformou em um instrumento de jazz. O disco que temos aqui – The Cat – lançado em 1964, foi gravado por uma big band, com a participação de 20 músicos e com arranjos do compositor argentino Lalo Schifrin. Vale a pena conferir. Só clicar e ouvir.

 

Enter (2006) – Russian Circles

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1. Carpe
2. Micah
3. Death Rides a Horse
4. Enter
5. You Already Did
6. New Macabre

Russian Circles é uma banda instrumental norte americana, da cidade de Chicago. O trio está na estrada desde 2004 e já possui uma bela história dentro do gênero. Os caras representam a ala mais pesada dessa nova música instrumental que é produzida atualmente no mundo. À primeira audição percebemos uma grande influência do metal, genêro mais pesado do rock, e algumas pinceladas de math rock, sub gênero do mesmo, que se caracteriza por tempos quebrados e mudanças de andamento constantes.

Enter, de 2006, é o primeiro disco da banda (eles tem um EP “demo” de 2004), e nele percebemos o quão cru está seu som. Mesmo assim, a grande exploração do metal por parte dos instrumentos e arranjos é sensacional. Os riff’s de guitarra, as alternâncias da bateria e as viagens do baixo substituem a voz, dando uma liga muito interessante ao som. Nas músicas do Russian Circles percebemos também uma sonoridade característica de bandas brasileiras como Huey, Macaco Bong, Bufalo, etc; fazendo essa nova música instrumental mostrar quão variada é sua cara, independente das fronteiras instituídas.
Pra ouvir, clique aqui!

Rising Sun (2010) – The SoulJazz Orchestra

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1. Awakening
2. Agbara
3. Negus Negast
4. Lotus Flower
5. Mamaya
6. Serenity
7. Consecratior
8. Rejoice (parte 1)
9. Rejoice (parte 2)

O The SoulJazz Orchestra é uma banda canadense que faz aquele groove malicioso que estamos acostumados a ouvir pelo jazz/funk criado na África, por mestres como Mulatu Astakte e Fela Kuti, deixando-o mais oriental e sedutor aos ouvidos. Rising Sun, de 2010 é o terceiro disco da banda, lançado pela Strut Record`s, mesma gravadora que promoveu o primoroso encontro entre o já citado “Mulatu” e a banda norte americana The Heliocentrics.

Rising Sun, além de ter esse groove bem construído pelas melodias da música negra, tem uma seneridade muito grande em algumas faixas, fazendo um disco com cerca de 40 minutos, parecer ser maior, dado a grande gama de estilos apresentados e instrumentos tocados pelos músicos; foram cerca de 30 instrumentos tocados pelos 6 integrantes, que fizeram ocorrer um belo diálogo entre a música estadunidense, africana, oriental e latina.
Pra ouvir esse pedra, clique aqui!