Arquivo da tag: Anos 1980

The Four Seasons(1984) – K.Yamashita & L.Coryell

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cover - front

01. Concerto No.1 “Spring”

02. Concerto No.2 “Summer”

03. Concerto No.3 “Autumn”

04. Concerto No.4 “Winter”

Interpretes:Kazuhito Yamashita é um violonista japones considerado “virtuose” ,de formaçao “erudita”.Gravou inúmeras peças do repertório para violão solo ,duo , acopanhado de conjuntos e orquestras , e transcreveu varias outras peças de suas formações instrumentais originais para violão. Larry Coryell,nascido no Texas, é violonista e guitarrista,e se formou em Richland High School.Larry ja se enveredou por muitos caminhos na música e ja se apresentou ao lado de  Chick Corea,Paco de Lucia,Miles Davis, Pastorius…

Composta em 1723 ,”As Quatro Estações” é o trabalho mais conhecido de Vivaldi , e esta entre as peças mais populares da música barroca.A obra aparece aqui arranjada por Michiru Oshima, Larry Coryell, Kazuhito Yamashita e Kazumi Watanabe para um dueto de violões e ,apresentando uma perspectiva bastante interessante desse isntrumento,toma uma coloração muito distinta da original ,sem alterar a idéia central da música.Yamashita toca violão com cordas de nylon enquanto Larry toca com cordas de aço , gerando uma interaçao de timbres que é muito bem explorada no decorrer da música.A interpretação de ambos é muito boa , e bem distinta da outra. Alguns minutos de escuta bastarão para identificar a sonoridade de cada um …

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Symphony N°6 (Devil Choirs At The Gates Of Heaven) (1989) – Glenn Branca

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Lá vamos nós para demonstrar um desses casos-limite onde as definições se misturam…

Reparem no charme de Glenn Branca

Glenn Branca é um compositor que talvez possamos chamar de erudito, o que equivale a dizer que sua obra tem alguma significação acadêmica ou que, de algum modo, toma parte de uma discussão acadêmica do desenvolvimento musical. Entretanto, somente recentemente (isto é, na segunda metade dos anos noventa) recebeu atenção da academia, sendo contado como um dos membros da escola totalista do pós-minimalismo… Certo, mas e daí?

A questão é que a carreira de Branca não parte da música erudita. Tendo aprendido a tocar guitarra aos 15 aos de idade, Branca começa compondo para o teatro, em performances de grupos dos quais ele fazia parte. Quando se muda para Nova Iorque, em 76, entra em contato com a cena no-wave local (isso mesmo, a mesma cena que deu origem ao Sonic Youth, banda que sofreu forte influência de Branca) tendo participado como membro das bandas Theoretical Girls e The Static.

devil-choirs

Mas é nos anos oitenta que a coisa começa a ficar interessante de verdade: a partir de sua experiência com o no-wave novaiorquino, Branca passa a compor para conjuntos formados basicamente por várias guitarras elétricas e percussão (i.e. bateria), mesclando sua influencia de compositores modernos e pós-modernos (sobretudo LaMonte Young) com uma linguagem “rock” vinda do no-wave, trabalhando com idéias relacionadas ao volume, afinações alternativas, micro-tonalidade, droning e series harmônicas, sendo considerada música de vanguarda ou, como ele mesmo a define, experimental. Suas composições são cheias de tensão ou, mais propriamente, extremamente densas, ao ponto de John Cage tê-la vinculado a idéias de mal e poder chegando a referir-se a ela como ‘fascista’. Mais tarde, Branca chega a compor para instrumentos elétricos criados por ele e até para orquestras convencionais (embora sua música não jamais seja convencional).

É ao conjunto das peças para guitarra elétrica que pertencem a maior parte de suas sinfonias (que não são compostas para orquestra sinfônica e tampouco seguem a forma-sinfonia) e é uma delas que disponibilizo aqui, mais precisamente a de número 6, também chamada de ‘Devil Choirs At The Gates of Heaven’. A versão aqui disponibilizada foi executada por 10 guitarras, baixo, teclado e bateria. O termo sinfonia aqui serve para representar a grandiosidade da obra onde, no correr de seus cinco movimentos, as diversas camadas de guitarra desenham texturas, ritmos e uma diversidade de ruídos unusuais, tudo acompanhado por uma bateria simples e insistente.

São poucas palavras para descrever um trabalho cheio de riqueza e poder, sem dúvida digno de ser ouvido, sobretudo por quem se interessa em saber do que as guitarras são capazes.

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Neubauten? Test Department? Z’EV’s been there first.*

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Ao contrário do que se possa imaginar,  Stefan Joel Sweisser não é só mais um profeta-apocalíptico-psicótico vagando por imundas ruas de Los Angeles batucando em/com detritos urbanos a vomitar poesias escatológicamente místicas sobre nossas perplexidades. Há de se convir que também é um exímio percussionista e artista plástico – aos moldes de Cage e Schafer, inclusive, posto sua relação com as atmosferas sonoras.
Além do mais, foi aluno no California Institute of the Arts. Estudou Gamelão Balinês com Robert Brow, Tala com Hari Har Rao, Poesia Sonora e Visual com Emmet Williams; manteve contato com vários artistas do movimento Fluxos, etc, etc, etc…
Curiosamente, tem havido relativa profusão de informações sobre Z’ev na web – não ousarei me alongar entrando na questão de possíveis porque’s desse fenômeno – seja como for, basta ler um pouco sobre o precursor da música industrial para logo se perceber que, seja qual for o seu intento e/ou sua plataforma de manifestação artística, ele age sem contar com a opnião alheia, como quem gritasse aos transeuntes assustados pelo desconhecido:
– “Bust this!”

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*Jason Pettigrew