Arquivo da categoria: AcidJazz

Legend (1973) – Henry Cow

Padrão

Cover

1. Nirvana for Mice
2. Amygdala
3. Teenbeat Introducion
4. Teenbeat
5. Nirvana Reprise
6. Extract From “With the Yellow Half-Moon and Blue Star”
7. Teenbeat Reprise
8. The Tenth Chanffich
9. Nine Funerals Of The Citizen King
10. Bellycan

Depois de 15 dias sem postar nada por aqui, e pedindo desculpas pra quem acompanha o blogue, voltamos às atividades. Hoje, retomamos à frutífera década de 70, umas das mais inventivas e originais e que ecoa em muito, na música mundial atual. Muitos dos estilos que hoje figuram como vanguarda, foram constituídos e tomaram corpo nos idos de 70. Um deles é o rock progressivo, inventivo de início mas, posteriormente maçante peloo “orgasmo” musical do virtuosismo mas, que originou e consolidou-se na passagem das décadas de 60 para 70.

O Henry Cow, banda inglesa – da cidade de Cambridge – é um desses grupos inventivos, e com apenas 10 anos de existência e 5 discos de estúdio, deixou marcas profundas na música produzida no período. Legend, seu primeiro disco de estúdio e gravado em 1973, trouxe caracteristicas que posteriormente fizeram sua música ser classificada no que se chamou de Avant-progressive rock –  mesmo sendo produzida anteriormente à seu emprobrecimento criativo. O grupo surgiu no final da década de 60, quando alguns integrantes começaram a criar o que seria essa mistura de jazz com a psicodelia criativa do rock do final da década; de início, a música do grupo teve forte influência do blues mas, com passar  do tempo e depois do contato com a música de Frank Zappa,  tomou  caminho mais livre. É essa música criativa e enérgica que encontramos em Legend.
Pra ouvir essa pérola, clique aqui!

Compacto 7″ (1972) – Airto Fogo

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1. Jungle Bird
2. Black Soul

Ainda não sabemos quem realmente é Airto Fogo; se o grande arranjador curitibano Waltel Blanco, ou o baterista frânces, Sylvian Krief. Dúvidas, estórias e mitos em torno da figura, aumentam à cada descoberta da obra fantástica deixada por esse “pseudônimo”. Esse compacto de 7 polegadas, lançado em 1972 vem na mesma linha do já postado aqui, Somatória do Barulho, de 1976. Um jazz funk com groove pesado e belos arranjos que lembram os mestres David Axerold e Idris Muhammad. Detalhe para a música Black Soul, que fez parte da trilha sonora internacional da novela “Cuca Legal”, de 1975.

Pra sentir e ouvir esse peso, clique aqui!

Deodato 2 – Eumir Deodato (1973)

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1. Super Strut
2. Rhapsody In Blue
3. Nights In White Satin
4. Pavane For A Dead Princess
5, Skyscrapers
6. Latin Flute
7. Venus
8. Do It Again

Eumir Deodato é um dos muitos injustiçados da música brasileira. Muito mais conhecido nos Estados Unidos do que no Brasil, é considerado um dos principais arranjadores e produtores dos anos 60 e 70, chegando a trabalhar nesse período com Frank Sinatra e Vinicius de Moraes e adaptando à um gênero mais popular, algumas obras clássicas, como “Assim Falava Zaratrusta” do compositor alemão Richard Wagner. Na década de 70 mudou-se paras os Estados Unidos e seu trabalho se voltou mais para o estúdio, produzindo nomes como Kool in the Gang e Earth Wind & Fire. Na década de 90 também produziu outro nome importante da música mundial, a cantora islandesa Bjork.

No Brasil, fez parte do movimento da bossa nova e quando mudou-se para os EUA em fins da década de 60, suas produções alcançaram novos voos. Uma dessas alçadas é Deodato 2, disco lançado em 1973 e que conta com a participações de nomes de peso como o baixita Stanley Clark e o guitarrista John Tropea. O disco é uma espécie de continuação de Prelude, do ano anterior, pois a concepção e idéias colocadas nas composições de outros artistas, e que fazem parte dos dois álbuns são na linha do funk, soul, jazz e música orquestrada. Influências e referências que estiveram por toda a carreira de Eumir Deodato dentro da música popular mundial. Esse era um disco que tinha tudo pra se tornar chato, virtuose, mas nota-se a grande sensibilidade das composições e arranjos, com certeza infliuenciados pelo auto didatismo desse grande musico.
Ouçam!!

Ytcha – Mama Gumbo (2012)

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1. Fim do Mundo (Parte 1)
2. Mouse Hop
3. Mesmerizador
4. Borborelo
5. Fim do Mundo (Parte 2)
6. Peter Gunn
7. Fim do Mundo (Parte 3)
8. Flamingo Jazz
9. Horseypig Cymbals Orchestra
10. Paulera no Gato
11. Fim do Mundo (Parte 4)

Como mencionado em um dos últimos post’s, hoje é dia de estréias. Vamos lançar por aqui o novo disco da banda paulistana Mama Gumbo e também iniciar um nova sessão aqui no blog: uma entrevista, pra além de nós, os próprios músicos interpretarem sua obra e bater um papo sobre música e outras cositas.

Ytcha” foi lançado nos últimos dias pela própria banda e disponibilizado gratuitamente pra download. O disco soa o mais maduro da discografia do Mama e  não só per ser o mais recente, mas principalmete por sua sonoridade. Se ouvirmos o primeiro disco do grupo: Mama Gumbo, de 2004, percebemos que “Ytcha” está mais próximo do disco que deu o pontapé inicial da discografia da banda, do que do anterior ao lançamento, o Na Garagem dos Cães de 2011. E isso não soa como um retrocesso, parece mais um aperfeiçoamento da ideía inicial, como se a banda voltasse no tempo e tocasse o álbum de outra forma, com toda bagagem adquirida nos quase 10 anos de história.

“Ytcha” foi gravado nos estúdios Menino Muquito em São Paulo, mixado e masterizado por Dharma Samu e produzido pela própria banda. Os músicos do disco são: Alex Cruz (piano, orgão, sinteizador e sax tenor), Luís Jesus (baixo e baixo fuzz), Márcio Bononi (percussão) e Thiago Horácio (bateria). Particparam também os convidados: John Sales (sax alto), Clayton Martin (pratos e grunhidos), Davilym Dourado (guitarra) e João Paulo (guitarra, teclados, desconstruões e aleatoridades). A grande mistura setentista e lisérgica está mais madura do que nunca. Se liga na pedra!


Pra mais uma estréia, segue a entrevista na íntegra com o tecladista da banda Alex Cruz. Nela, ele fala um pouco do grupo, do disco e faz uma análise de como enxerga a música independente atual e também sobre a nova cena instrumental brasileira. Vale a pena conferir!

Boca Fechada: O que é Yttcha? Por que e a escolha pelo nome?

Alex Cruz: Ytcha é um disco conceitual… a palavra é um estado de espírito, um grito de guerra, um conceito que permeia todo o álbum… mas é algo livre que vc pode adaptar pra sua história, seus sentimentos, sua interpretação das músicas e de todo o álbum… gostamos de dar nomes mais livres para as músicas, para que o ouvinte possa criar uma interpretação diversa, baseada nas suas próprias experiências… acho que essa possibilidade de criação conjunta com o ouvinte é um dos grandes lances da música instrumental.

BF: Ouvindo o primeiro disco de vocês de 2004 e Ytcha, percebemos algumas similaridades e diferenças. O experimentalismo está nos dois, mas ficou perceptível que as idéias estão mais no lugar. Isso é escolha ou rolou naturalmente?

AC: É incrível, mas Ytcha é o disco que mais se aproxima do primeiro álbum de 2004… parece quevoltamos para muitas idéias iniciais, mas de um modo mais coerente e organizado, como se fosse um caminho elíptico, fazemos a volta e chegamos perto do que era mas seguindo para um outro caminho. Quando terminamos o Flaming Salt e demos início ao Mama Gumbo não sabíamos exatamente o que queríamos, esse lance de nova música instrumental era novo e ninguém ligava pra isso… tínhamos um sentimento do que iríamos fazer e tínhamos um modo operandi meio pronto, mas ainda não éramos tão conscientes disso, pode se dizer que não tínhamos o conhecimento pra seguir pelo caminho que estávamos criando…. com o tempo, com a entrada de novos integrantes, de novas experimentações a coisa foi ficando mais clara e acabei sendo uma espécie de guardião dessa idéia inicial, que apesar das mudanças sempre esteve presente, foi o que manteve o Mama ativo durante esse tempo. Hoje e com esse disco posso dizer que estamos plenamente maduros e conscientes de todos os nossos processos, isso tem a ver com as experiências acumuladas e também com os integrantes que estão nessa formação, agora temos idéias muito próximas e com uma ligação muito forte e clara do que o Mama Gumbo é. Além do mais era impossível gravar um disco do porte do Ytcha naquela época, isso do ponto de vista técnico, de instrumentação, de produção… muitas coisas mudaram no mundo e aprendemos bastante… esse não é um disco de iniciante, é algo pensado e muito bem organizado, onde conseguimos chegar num consenso entre técnica,
produção e concepção… provavelmente é o nosso melhor trabalho até agora, pelo menos do ponto de vista da expressividade de idéias… chegamos exatamente no ponto que queríamos e isso é muito difícil de conseguir.

BF:  O Mama Gumbo teve algumas formações ao longo de sua história. Como você acha que isso influenciou no som da banda?

AC: Acho que foi positivo pro Mama, a cada formação tivemos que trabalhar com novas idéias e possibilidades, lidar com músicos de diferentes vertentes e vivências. A cada integrante que entra o som muda, por que o cara acaba trazendo toda sua bagagem e isso influência no som, de um é lado bom por que temos que trabalhar com novas idéias, novas experimentações e no fim, todos aprendemos muito uns com os outros. O Mama é a soma de todas essas vontades coletivas, mas guiadas por uma idéia original que não pode ser perdida. Às vezes experimentamos mais e ficamos um pouco mais longe dessa idéia, mas depois voltamos a ela e assim vamos criando muitas possibilidades… cada disco do Mama é de um jeito, mas se vc perceber existe uma ligação muito forte entre eles, uma espécie de linha condutora, uma maneira muito própria de fazer música.

BF: A banda é uma das bandas pioneiras dessa nova cena instrumental e sempre foi independente ao extremo. Como você enxerga o cenário independente atualmente e essa nova música instrumental?

AC: É incrível ver como tudo cresceu… em 1999, 2000, fazer música instrumental independente era loucura, não havia lugares pra tocar , não havia que consumisse esse tipo de som. Acho que com a abertura que a internet trouxe, facilitando o acesso a todo o tipo de música, acabou abrindo a cabeça das pessoas (e isso não só para a música intrumental). Isso só prova que com acesso as pessoas podem gostar de coisas que antes se achava serem anti comerciais… ao meu ver a música instrumental foi a que mais cresceu com essa abertura e com essa formação de público independente que vemos agora (também decorrente da internet e do acesso a diferentes formas de cultura). Isso é novo e pode se ver claramente o ínício desse novo público, dessas novas bandas que começaram por volta de 2004 mais ou menos. É uma outra mentalidade e isso acabou culminando numa outra maneira de organização, mais ativa que a dos anos 90, onde as pessoas começaram a explorar mais as possibilidades da criação desse mercado (uma vez que o grande mercado estava ruindo). Os grupos também mudaram, se tornaram mais “profissionais “e podemos ver o quão prolífica se tornou a produção musical desde então. As bandas instrumentais matam a pau, todos os dias vemos uma banda fazendo um puta som, um puta disco, enfim, a cena instrumental cresceu e está produzindo pérolas que não perdem em qualidade pra nenhum lugar do mundo. No entanto a cena como um todo não me agrada e acho que estamos perdendo a possibilidade de criar algo novo que valha a pena, e o pior, talvez não se possa remediar mais pra frente, agora estamos com a faca e o queijo na mão mas isso pode não durar muito.
O Brasil nunca conseguiu criar uma cena independente de verdade (não no sentido da criação musical, sempre houveram ótimas bandas independentes), ninguém, nenhuma gravadora investiu na criação desse mercado que poderia ser um quinhão milionário, onde poderia haver pouco investimento e um retorno gradual, mas substancioso… mas isso nunca interessou as grandes gravadoras, eles querem apenas lucro alto e imediato. Coube a organizações menores, coletivos, ongs e afins a exploração desse campo tão fecundo. Esses grupos batalharam bastante e muita coisa melhorou em termos de divulgação, de espaço para apresentações e etc, no entanto em algum momento isso degringolou… acabou se criando um processo de exclusão ao invés do contrário, tudo passou a ser politicagem, já que se percebeu que pode se ganhar muita grana nesse processo. A maioria dos festivais não abrem processo seletivo (não há como mandar seu material por que eles não estão interessados em descobrir bandas), no único site criado pra suprir esse problema não existe uma ética e vários aproveitadores já estão agindo por lá, cobrando venda de ingressos para se poder tocar, taxa para inscrição de festivais que não se sabe se vão acontecer… no Sesc, lugar que tem um estrutura e rola uma grana existe um fosso entre o profissionalismo e o amadorismo (não há espaço pra bandas que estão se profissionalizando), e como rola dinheiro a possibilidade de inserção é bem difícil. Não há mídia que fale sobre as bandas independentes e qusase nenhum dj e nenhuma rádio toca esse tipo de música (exceto os podcasts, rádios independentes e tal), nenhum crítico se interessa aponto de escrever sobre (a não ser em pequenas notas), isso tudo por que o dinheiro não está passando por ali. Os músicos continuam sendo explorados, agora não apenas pelos donos de bar, mas por alguns coletivos que são mestres de angariar verba mas não de repassar, o descaso reina em todos os meios e em mais de um festival dito independente já vi músicos e bandas serem destratados pela produção do festival que só pensa em puxar o saco dos grandes ou médios que foram chamados pra tocar e que são (com sua imagem) o que os ajudam a captar a verba, verba essa que é gigantescamente mal dividida (um artista médio ganha 12.000, as bandas independentes que são o motivo do festival ganham 500, as vezes 1000, isso quando ganham, por que o normal não é pagar). Existe um pensamento de escambo que pode ser bom num sentido mais no final avilta o músico que vive disso e precisa ganhar pelo seu trabalho.
Resumindo eu acho que muitas coisas boas foram criadas e houve uma melhora nas condições desde o ínício dessa nova cena, mas agora muitas coisas estão deixando a coisa ruim a tal ponto que tem gente começando a sentir saudade de uma outra época anterior a isso tudo. O músico precisa ser tratado com dignidade e o primeiro passo e dar condições pra ele poder viver da sua arte. É importante pensar que o principal é a música e as pessoas que a criam e a reproduzem, temos a possibilidade de mudar muita coisa e transformar o mercado mas não acredito que seja da maneira que vem ocorrendo. A politicagem reina a tal ponto que é mais importante gastar muitos mil reais numa semana de discussões sobre a música independente do que pagar o cachê de 500 paus pra uma banda e que está atrasado em mais de 6 meses. Na verdade essa é uma longa discussão e seria necessário muito mais espaço pra dissecar tudo. Pra terminar posso dizer que o m=Mama sempre andou sozinho, mas isso por que as diversas parcerias foram sempre nocivas e visavam apenas a exploração do grupo… vamos continuar fazendo nossa arte e tocando por aí, se profissionalizando cada vez e fazendo novas parcerias (não somos fechados, pelo contrário, estamos sempre em busca de novos parceiros), por que isso é o que queremos. Acreditamos acima de tudo na música e na dignidade do artista, mas parece que dentro de todo esse processo sejamos um dos poucos a acreditar nisso.

BF:  Quais os planos com o disco lançado?

AC: Em foi lançado apenas virtualmente, a próxima etapa é angariar fundos pra poder prensar oálbum. Isso por que é mais necessário e importante a embalagem do que o conteúdo hoje em dia (não deveria ser assim já que todo mundo baixa os discos e tal, mas…). Estamos atrás de parcerias que possam nos ajudar com isso, desde a doação, a venda antecipada de cds até a possibilidade de apresentação para podermos levantar a quantia necessária. Assim que o disco sair queremos tocar em outras cidades e tentar alcançar um público maior, divulgar o trabalho e circular pelo Brasil…

Na Garagem dos Cães – Mama Gumbo (2011)

Padrão

1. Intro
2. Jazz da Fome
3. Eletroroots
4. Fela`s Hotel
5. Pradaxe
6. Paulera no Gueto
7. Cleopatra Jones
8. Flamingo Jazz

Esse é um post que funcionará como um elo. Recentemente postamos por aqui o primeiro disco da banda instrumental paulistana Mama Gumbo, uma das precurssoras da nova música instrumental brasileira e que já está há quase 10 anos na estrada. Esse é o último disco lançado pelos caras, e escolhemos ele pra esse post, pois o Mama anuncio por esses dias que está prestes a lançar seu próximo álbum, denominado “Ytcha“. Pra prepararmos os ouvidos pra essa pedra que está prestes a cair em nosso colo, está aqui o “Na Garagem dos Cães“.

Lançado em 2011, o quarto disco do grupo foi gravado em parceria e ao vivo no coletivo Sinfonia dos Cães, no bairro Japão, zona norte de São Paulo. Foi produzido por Sérgio Basseti e a arte da capa é de João Paulo. O diálogo lisérgico entre jazz, funk, afrobeat, música brasileira e latina está presente, numa mistura de músicas de álbuns anteriores, com as que estarão no próximo disco. Somzera!!

Os músicos do disco são: Alex Cruz – piano, orgão e sintetizador, Luis Jesus – baixo, baixo fuzz e baixo slide, Marcio Bononi – percussão, Ricardo Mingardi – bateria e Rodrigo Olivério – flauta, sax e efeitos.
Preparemo-nos para o “Ytcha” que em breve estará por aqui com exclusividade e estreando novas idéias para o blogue!

Mama Gumbo (2004) – Mama Gumbo

Padrão

1.Tyfoid Flamin’ Beat
2.Brubeck “En” Pesadelo
3.Normal Blues
4.Vagarillo
5.Tagina Quebrada
6.Serginfinitus
7.Grizzpack Flunder
8.You Can’t Catch Me
9.Cobalto Dancing
10.Inferno De Lux
11.Chapati
12.Opus Motel

Mama Gumbo é umas das bandas precurssoras da nova música instrumental que surgou na virada do milênio aqui no Brasil. Mais livre de rótulos, “menos chata” e virtuose essa música consegue se aproximar mais do público e da música popular, não se afastando de uma estética refinada e muito experimentalismo.
Todas essas características são encontradas no primeiro álbum do grupo, formado na periferia de São Paulo e que já está há quase dez anos na estrada. Conseguimos perceber nele o jazz  como base das composições e temas, mas nota-se também blaxploitation, música brasleira, música moderna e temas de trilha sonora.

A formação atual do grupo é diferente a do primeiro registro. Hoje, o grupo conta com 4 integrantes (em alguns monetos, já contou com 5): Alex Cruz, com seus temas quentes e psicodélicos nos teclados e paino e Tiago Rigo, que toca baixo no disco e atualmente bateria . João Paulo, o outro músico do disco toca bateria, baixo e guitarra, porém está mais no grupo.
Os 3 fazem a música do Mama Gumbo soar urbana, saída do caldeirão sonoro da capital paulista direto para os cérebros atentos ao bom som.
O Mama Gumbo possue além desse primeiro álbum, outros três:  “Ao Vivo no Cidadão do Mundo” (2007), “Eletroroots” (2009) e o recém lançado “Na Garagem dos Cães (2011). Fontes seguras disseram que o quinto álbum está totalmente pronto e que em breve  ganha as ruas e nossos ouvidos.
“Mama Gumbo” de 2004 foi disponibilizado pelos próprios caras. Pedrada!!

MarginalS (2011)

Padrão

Disco ou sessão? Álbum ou improviso?
As músicas e o “álbum”, assim como o disco não eram pra ter nome. Nem sei se precisam. Muitas vezes, e esse caso é um deles, o(s) nome(s) é(são) irrelevante(s), apesar de ter relação total com a trajetória dos 3 músicos que fazem parte desse projeto. Marcelo Cabral (baixo acústico), Thiago França (sax, flauta, EWI) e Anthony Gordin (bateria) trazem mais uma pitada do que a música instrumental feita atualmente no Brasil tem a oferecer.

Livre de rótulos e ritmos, as faixas do disco soam e são uma sessão magistral de improviso desse trio muito experiente da cena musical paulistana. Viajando por diversas paisagens sonoras: do caos ao sublime, do jazz ao rock; o experimentalismo proposto pelos 3 músicos por vezes soa pesado, em outras é de uma finesse que te desprende da própria música.

É possível que essa sessão com músicas com nomes insólitos e explicativos, captadas no Estúdio El Rocha, sejam novamente executadas.

Pra baixar o disco e ouvir os improvisos do MarginalS, clique aqui: