Arquivo da categoria: Bebop

Pithecanthropus Erectus (1956) – Charles Mingus

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1. Pithecanthropus Erectus
2. A Foggy Day
3. Profile of Jack
4. Love Chant

Já que hoje se “comemora” o “dia dos mortos”, escolhi uma figura emblemática da música pra homenagear todas as grandes cabeças e corações que deixaram verdadeiras obras primas pra posteridade. Charles Mingus, baixista e grande compositor do jazz, viveu apenas 56 anos, mas deixou grandes feitos pra boa música. Um desses é o disco Pithecanthropus Erectus, de 1956!

Tão emblemático quanto seu “dono”, a bolacha é o puro bepop e avant-garde – duas correntes do jazz pós 1950 – em estado bruto. Há também levadas muito interessantes de cool jazz, mas que em temas como a autobigráfica Pithecanthropus Erectus, que abre o disco e se incia numa levada maliciosa, sofre uma reviravolta, abrindo espaços para experimentações, donde surgem diversas abstrações atonais com todos os intrumentos. São quase 40 minutos de fino de jazz, de um dos maiores do gênero.
Pra ouvir o Mingus, clique aqui!
*senha: flageolette

Dance Of Fire (1995) – Aziza Mustafa Zadeh

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Dance of Fire (1995) - Aziza Mustafa Zadeh

01. Boomerang
02. Dance of Fire
03. Sheherezadeh
04. Aspiration
05. Bana Bana Gel
06. Shadow
07. Carnival
08. Passion
09. Spanish Picture
10. To Be Continued
11. Father

Aziza Mustafah Zadeh, acertando os passos com seu pai, Vagif Mustafa Zadeh, que dispensa apresentações, também parece incorporar em seus trabalhos muito da música de sua terra natal, o Azerbaijão, o Mugam, senão do Folk Improvisacional Russo. E não apenas por isto, já que são virtuose de toda maneira, o nome desta família está mais que cravado no Jazz ocidental.

E se de seu pai saiu-se como uma pianista espetacular, de sua mãe vem a Aziza cantora. Neste álbum, por essência instrumental, as desculpas para trazer as vocalizações de Jazziza residem justamente na técnica, que faz de sua voz um instrumento como qualquer outro, muito bem percebidas em faixas como Bana bana gel e Carnival.

Neste álbum, Dance of Fire, então seu terceiro, lançado em 1995, outros nomes conhecidíssimos acompanham a Princesa do Jazz: Al Di Meola, talvez o melhor guitarrista do Fusion Jazz; Stanley Clarke, gênio do baixo elétrico e contra-baixo, dividindo o instrumento com Kai Eckhardt; Bill Evans no sax; e Omar Hakim na bateria. Se não só Aziza o faziam-no obrigatório, esta seleção, superbanda (de Jazz, veja só), tornam a coisa mandatória.

Contudo, Aziza ofusca estes nomes com seu virtuosismo. E falando em virtuose, ela seria despercebida, dada sua fluidez. Aliás, o tom neste álbum, combinando o Jazz Bebop com o Jazz Oriental, é justamente este, natural. Chega a ser estranho como a coesão da intertextualidade soaria comum ao ouvinte, em se tratando de Jazz.

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Atlantic Jazz – Bebop

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Atlantic Jazz  Bebop

1.  Dizzy Gillespie – Love Is Here to Stay

2. Art Blakey, Thelonious Monk – Evidence

3. John Coltrane, Milt Jackson – Bebop

4. Sonny Stitt – Koko

5. Philly Joe Jones – Salt Peanuts

6. Max Roach – Almost Like Me

7. The Giants of Jazz – Allen’s Alley

Este disco faz parte de uma coleção lançada pela gravadora norte-americana Atlantic Records, a coleção Atlantic Jazz. O presente volume traz o BEBOP – um estilo moderno de jazz, surgido na primeira metade dos anos 40, que comparado ao jazz tradicional, exibe ritmos mais complexos e harmonias mais dissonantes. O disco dispensa comentários…

É baixar e curtir. Vale a pena!

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