Arquivo da categoria: Experimental

Cérebro Magnético (1980) – Hermeto Pascoal

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C Magnetico

1. Voz e Vento
2. Música das Nuvens e do Chão
3. Dança da Selva na Cidade Grande
4. Amor, Paz e Esperança
5. Diálogo
6. Correu Tanto que Sumiu
7. Festa na Lua
8. Eita Mundo Bom!
9. Religiosidade
10. Arrasta Pé Alagoano
11. Vou Esperar
12. Auriana
13. Banda Emcarnação

O bruxo Hermeto Pascoal dispensa apresentações, sua música fala por ele: inquieta, genial, antena parabólica, swing, etc., fazem parte do cotidiano da vida e consequentemente de sua arte, num processo de congruência entre as duas que é sinestésico, sensorial. Aqui no blogue já rolaram vários discos do Hermeto, mas esse em particular é o que mais me chama a atenção da sua – que conheço – discografia. É o Cérebro Magnético, lançado em 1980, primeiros anos da transição da jovem guarda romântica para o BRock da década de 80. Num mundo a parte desse maistream, estavam diversos artistas apontados ao experimentalismo, dentre esses: Arrigo Barnabé, Itamar Assumpção – em sua nascente vanguarda paulistana, e Hermeto, presente da música brasileira desde a década de 60, dono de um  dos trabalhos mais populares que um artista brasileiro realizou até hoje, só que taxado de difícil, “música pra músicos”, dentre outras nomenclaturas que a mídia, em geral, costuma fazer pra música experimental, mesmo ela carregada de signos populares.

Em toda obra que tive contato com Hermeto até hoje, sempre notei uma profunda incursão dele nos ritmos brasileiros, explorando e desconstruindo-os através da genialidade e do conhecimento musical amplo que possui. A música brasileira está ali todo tempo, sendo referência pro diálogo que ele propõe, voltado à atonalidade, dodecafonismo e experimentações feitas por várias linguagens difundidas pelo mundo . Vários músicos traçaram essa conversa entre a música brasileira e a mundial, mas Hermeto foi um dos únicos que adicionou a música do mundo à brasileira, e não ao contrário, como geralmente ocorre, quando um ritmo reconhecido mundialmente ganha contornos da música tupiniquim. Cérebro Magnético é a música mundial magnetizada ao ambiente de Hermeto, que vem da música de raízes profundas feita no Brasil.

Como não seria diferente, a maioria dos instrumentos é tocado pelo próprio Hermeto, além de ter composto as músicas, produzido, mixado e feito a arte do álbum.

CaladoNovo#3 – Bexigão de Pedra

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Bexigões

Hiato de duas semanas passado, continuemos com o mote da última postagem, a segunda sessão do CaladoNovo, que trás bandas instrumentais ainda sem registro fonográfico. Dessa vez uma banda que vi nascer em São Carlos, interior de São Paulo: o Bexigão de Pedra, quarteto de amigos que se conheceram cursando Imagem e Som  na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Como a maioria da bandas, começaram a fazer um som sem pretensão alguma, e disso surgiram as primeiras composições.

Os caras tinham dado um tempo desde o meio do ano passado, e recentemente voltaram à ativa com o vídeo que segue. Antes dessa parada estavam produzindo seu primeiro registro, um EP, e acredito que nessa retomada o projeto volte a caminhar. O som do Bexigão de Pedra é calcado no rock psicodélico setentista, misturado ao funk e ritmos brasileiros. A banda tem em sua formação: Cauã Ogushi (guitarra), Subaco Subacowiski (guitarra), Filipe Marreco (baixo) e Victor de la Rosa (bateria). O vídeo que segue, com a música Tute Nostre, faz parte do projeto Porão Sessions, projeto da Pé de Macaco, produtora audiovisual independente também de São Carlos.

Mouseen (2014) – Jovem Palerosi

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1. Sou Toda Nanuk (feat Axial)
2. Descanso de Terra/Elevador Low-Fi (feat Chico Correa e Eletronic Band)
3. Deuses Mutados (feat Independência ou Marte)
4. Hiperlúdio (feat M. Takara e Filipe Doranti)
5. Leste (feat Axial)
6. Painter Joe (feat Orquestra Experimental da UFSCar)
7. Pequeno Monte Mágico (feat. Constantina)

Jovem Palerosi é músico, produtor e dj, e acaba de lançar seu primeiro disco solo: o EP Mouseen. Jovem trabalha com música, produzindo, diivulgando, discotecando ou tocando desde o meio da década passada. O primeiro trabalho que realizou dentro da música, foi apresentando o programa Independência ou Marte (programa semanal da Rádio UFSCar voltado à música independente), que foi start pro EP, já que a música Deuses Mutados foi produzida a partir de samples de artistas que se apresentaram no programa durante o período que ele dividiu a frente do projgrama. Os samples dos artistas da música independente brasileira são o norte do disco, pois além da faixa Deuses Mutados, todas as outras músicas do disco dialogam e foram compostas a partir de recortes da produçôes recentes dos novos artistas da musica brasileira.

O EP desconstrói a música eletrônica, pela gênese das músicas, e pela estética que  expõe bem as nuâncias da música feita atualmente no Brasil.
Pra ouvir o Mouseen, clique aqui!

Fiz umas perguntas pro Jovem Palerosi, sobre o Mouseen, samples, música eletônica e outros trabalhos que ele realiza.

Boca Fechada: Como foi a produção do “Mouseen” e como é seu processo de composição?
Jovem Palerosi: O Mouseen nasceu de um laboratório de linguagem que venho me dedicando há algum tempo. Foi a junção de músicas que venho trabalhando dentro de um conceito de investigar a linguagem eletrônica e o universo de samples, descontrução e processamento, sem se prender a um estilo pré-determinado. Por isso o nome, que é a base da palavra música e mosaico. Cada música tem sua história particular, mas em geral, parto de fragmentos sonoros que tenham algum sentido para mim, por alguma ligação sensorial ou emocional. A maioria dos artistas que sampleei são parceiros que me influenciam de alguma forma. Acho que essas colaborações diretas ou indiretas foram os pontos de partida para encontrar motivações e me dedicar a esse processo de composição que não tem muita regra, é mais instintivo e empírico mesmo.

BF: O EP tem bastante texturas e samples, principalmente de bandas independentes brasileiras. Como foi a escolha dos artistas e dos samples de cada um; e como você vê esse debate dos samples e direitos autorais?
JP: Faz um bom tempo que tinha vontade de produzir músicas que utilizassem samples de diferentes músicas e artistas. Pra mim o processo de gravar, editar, recortar e processar faz tanto parte de uma composição quanto uma progressão melódica, a harmonia e o ritmo. A primeira música que produzi nesse conceito e entrou no disco chama Deuses Mutados, foi um desafio pessoal de samplear alguns artistas que tinham gravado no programa Independência ou Marte da Rádio UFSCar, que co-pilotei durante uns cinco anos.
Depois que consegui unir fontes tão diferentes em uma música nova percebi que esse processo poderia ir bem longe. Na verdade o programa, o trabalho na rádio e depois em coletivos foram uma grande escola para aprender e desenvolver meus conceitos em relação a cultura digital/cultura livre, acreditar no código aberto do processo todo.
A nossa geração já se formou com as possilidades infinitas da internet, pra mim é mais do que natural todos os conceitos serem revistos depois disso. O Creative Commons deveria ser o padrão hoje em dia, para incentivar todos terem acesso aos bens culturais sem restrição nenhuma, aí cada artista decide o que mais pode ser feito. As licenças dão muitas possibilidades, pra mim, quanto mais aberto os direitos, mais possibilidades vão ser criadas e consequentemente novas obras artísticas surgirão. O Mouseen é fruto disso diretamente, de artistas que já pensam a arte sob uma nova lógica, de deixar suas músicas abertas para serem modificadas. Grande parte das músicas surgiram de convites ou idéias de parceiros que me instigaram a produzir e foi interessante ter alguns desafios naturais do processo pra me instigar. Quem tiver interesse, no meu soundcloud tem a história específica de cada música do disco.

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BF: Você tem e já realizou outros trabalhos. Queria que falasse um pouco deles, como eles influenciaram o Mouseen, e se ele reflete nos outros trabalhos.
JP: A maioria dos artistas que conheço hoje em dia tem diferentes projetos. Acho que é quase um processo natural das formas de cada um se expressar e se manter renovado. No meu caso, nos últimos anos tenho me dedicado a algumas formas de expressão que estão em diálogo direto com algumas coisas que estão no Mouseen. A maior parte de meu trabalho nascem de idéias instrumentais, com alguma relação direta ou indireta com artes visuais, trilha sonora e narrativas sensoriais. Então todos eles se contaminam o tempo todo, pois estão em um mesmo fluxo.
A meneio por exemplo é uma banda instrumental, as composições possuem um outro processo, os shows também, mas por outro lado tem cada vez mais uma relação muito próxima com algumas sonoridades eletrônicas, samples e processamento.
O trabalho que tenho como DJ e as colaborações ao vivo com alguns parceiros que admiro muito como o Felipe Julián (DJ Craca/Axial) e o Chico Correa, que inclusive são sampleados no disco, também estão em diálogo com esta linguagem que está no Mouseen, é uma forma de se aprender constantemente com cada experiência.
E com certeza o trabalho de trilha sonora acaba estando presente de alguma forma. O som e imagem já estão conectados em nossa mente, acredito que seja intrínseco que as linguagens dialoguem. Ter feito a trilha do longa-metragem Delírios de um Cinemaníaco e outras experiências em curtas, por exemplo, abriu muitas possilidades em minha mente.
E acredito que a relação com as artes visuais influenciam tanto quanto as musicais, por isso todos esses trabalhos tem uma relação forte com o campo da imagem, seja dentro do conceito dos sons, na identidade visual, na relação com os VJs ao vivo, entre outras coisas.

BF. O disco foi lançado por um site japonês. Como foi essa história? Vai ser lançado somente em plataforma digital?
JP: Quando decidi que iria lançar um EP com essas produções que tinha feito nos últimos anos achei que seria necessário distribuir de alguma forma que tivesse sintonia com a forma que penso Nos últimos 10 anos surgiram diversos netlabels que trabalham em Creative Commons, distribuindo livremente as músicas como um pressuposto político/artístico, me identifiquei bastante com isso. Pesquisando algumas possilibidades gostei muito do trabalho da Bump Foot, que é um selo japonês. Eles tem uma curiosidade grande pela música brasileira contemporânea/eletrônica, o primeiro disco do Chico Correa por exemplo é o mais baixado por lá. Assim que terminei o disco enviei para eles e acharam que tinha a ver, depois agendaram a data para o lançamento, algo simples e direto, mas muito interessante porque diminui o caminho para um público grande que já se identifica com essas sonoridades. Gradualmente vou subindo em outras plataformas e deve ganhar formato físico também. Acho que a música não pode ter nenuma barreira pra chegar nos diferentes públicos, acho que esse é o grande desafio hoje em dia.

foto: Fran Rockita

foto: Fran Rockita

BF: Mouseen é um disco de música eletrônica. A música eletrônica é algo muito abrangente e bem segmentada em estilos, nomenclaturas, etc. O que você acha dessas classificações e vê sua música em alguma delas?
JP: Acho que dá pra classificar o Mouseen como um disco de música eletrônica principalmente pelo processo de produção que tem o computador como base na composição, além, é claro, de algumas sonoridades que ele tem. Acho interessante terem as nomeclaturas para se entender certos tipos de sons eletrônicos, muita gente produz tendo um estilo em mente, mas não foi meu caso. Apesar de ter influência de muitas coisas, não pensei muito sobre isso durante a produção de cada música e acho que não consigo classificar elas juntas em algum gênero pré-estabelecido.
Na real prefiro mais pensar sobre as sensações de cada música do que sobre como classificar elas. E por ser um processo remix mutante, ao vivo por exemplo alguns sons já mudaram bastante, o improviso e as possilidades de recombinação abrem muitas possibilidades.

CaladoNovo#1 – Guava Jelly

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A ideia do blogue sempre foi de divulgar a música instrumental para um maior número  de pessoas. Começamos lá em 2009 apenas postando discos, depois inciamos as entrevistas, e por último foi a vez de começar a convidar pessoas ligadas ao estilo pra escolher algum disco ou obra da música sem palavras pra falar sobre. Pensando esses dias no que postar nessa semana, senti falta de falar sobre bandas que ainda não tem álbum lançado mas que já possui algum registro. Com isso em mente, resolvi apostar no inicio de outra ramificação: a Calado Novo, trazendo bandas já com vida, mas sem nada em sua discografia. A ideia pode-se expandir dentro desse conceito e também colocar na roda singles de bandas com uma estrada maior (como sempre abertos a experimentações por aqui).

Pra estreia, resolvi falar de uma banda que tive a oportunidade de estar presente nos dois primeiros shows de sua história: o Guava Jelly, criada em Araraquara, e que pra essas apresentações convidou uma banda que faço parte pra dividir a noite. O trio formado é por Fred Gomes (guitarra), Heraldo Pimentel (baixo) e Fernando Neves Chin (bateria),  e alguns dos integrantes possui uma trajetória de tempos na cultura jamaicana do reggae e dos sound system’s, cultura muito presente no interior paulista. Esse o norte da sonoridade do Guava Jelly: música jamaicana, principalmente dub presente nos delays e reverbs da guitarra e bateria e no peso pesadíssimo do baixo, isso tudo misturado à belas pitadas de funk e rock, guiadas pelas melodias da guitarra, com referências de música eletrônica, notadas em alguns riffs e na certeira utilização de samples e efeitos.

O Guava Jelly possui até agora três músicas lançadas, que você pode ouvir aqui e alguns vídeos onde dá pra conhecer o trabalho dos caras. A banda já fez algumas apresentações pelo interior de São Paulo e ficamos por aqui no aguardo dos próximos lançamenos do trio.

HAB (2013) – HAB

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1. Bugio
2. Conduz
3. Cratera
4. Suco
5. Em Tempo
6. Três Lados

Tô pra postar esse álbum desde que, infelizmente, tive que dar um tempo no blogue, no finzinho do ano passado. Pelos contratempos bons e ruins da vida, fiquei impossibiltado e deixei passsar (por um tempoi) esse belo disco, já que o lançamento do mesmo coincidiu em quando a atividade por aqui diminui. O HAB, projeto encabeçado pelo guitarrista Guilherme Valério, iniciou sua história no ano passado, cheguei a ver um dos primeiros shows, no Mundo Pensante, espaço na cidade de São Paulo, e que naquela noite abrigou um show intenso, com bons temas sendo executados por um time de respeito. Além de Valério, já atuante na música independente, a banda tem Maurício Takara (ao vivo Thiago Babalu) e Marcos Gerez ambos do Hurtmold, e na outra guitarra, Marco Nalesso, há tempos com trabalho na música instrumental, principalmente via Marco Nalesso e a Fundação (antes Marco Nalesso Big Band).

Nesse show disseram estar em processo de produção do primeiro disco, o próprio. Senti pela apresentação que o disco não deixaria a desejar, como fez. São  seis faixas que já dizem muito, principalmente pelo preciso diálogo das guitarras, seguro pela cozinha concisa de Takara e Gerez. Os timbres chamam atenção à primeira audiçao, e foram muito bem escolhidos, soando com precisão junto às dissonâncias que aparecem em muitos momentos na linhas de guitarra, tornando a sonoridade uma mistura de pós rock e pós punk com melodias e ritmos da música brasileira. Sempre que ouço o disco lembro da extinta banda paulistana Veracidad, existente entre fins da década de 90 e início dos dois mil, que fazia um som com influências semelhantes ao HAB.

Pra ouvir o disco, clique aqui!

Luz Além (2012) – Mel Azul

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cover1. Ar
2. Dum Ohm
3. Assoalho Cubano
4. Caminhante Ambulante
5. IndoVindo
6. Interestelar
7. Súbita Calma

Há cerca de quatro ou cinco meses, os paulistanos do Mel Azul pintaram aqui no blogue com o primeiro trabalho do grupo, o EP homônimo de 2011. Na época do post, o disco Luz Além ja tinha sido lançado, mas achei mais interessante segurá-lo e falar primeiro sobre o EP, além de sacar melhor o desenvolvimento das ideias. Bem, chegou a hora do Luz Além, disco pesado que conta com 7 composições do quarteto paulistano, que além de nos abrilhantar com belos temas,  possui um trabalho de produção artística extremamente profissional, explorando as narrativas musicais que a música da banda possui e colocando isso em prática através de outras linguagens.

O disco lançado ano passado é extremanete denso, com as experimentações dosadas sob medida. Há momentos de delicadeza sublime, elevando espiritualmente a música, e outros, onde as andanças noise desconstroem a melodia que havia sido executada. A sonoridade, o timbre, continuam soando bem setentista, mas as ideias, que no EP se colocavam mais nos ritmos, nesse estão mais nas abstrações e nas dinâmicas dos instrumentos.  Há o explorar dos ritmos psicodélicos, mas no Luz Além a essência é a psicodelia.
Pra ouvir o Luz Além, clique aqui!

Recentemente, o Mel Azul lançou um clipe da música Caminhante Ambulante:

Parte 2 (2013) – União Thia

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Ervinha1. O Planeta
2. Mesmo Tempo
3. Pureza
4. Fela
5. Eu
6. Sagrado
7. Festa na Mata

Aproveitando a semana de lançamento do meneio e última sessão da série Cabeças que fazem Cabeças, pensei em fazê-las dialogar pra chegar no disco de hoje. A estréia é o segundo e fresquinho disco do projeto solo e caseiro União Thia,  produzido e gravado pelo guitarrista e compositor Marco Nalesso – que foi quem pilotou por último a nave da sessão que estreamos a pouco por aqui, e que convida alguém ligado à música pra discorrer sobre um disco instrumental.  Marco toca em outros projetos instrumentais como o Marco Nalesso e a Fundação (que esteve em nossas linhas) e o recém criado Habitante, que deve soltar mais material em breve.

O União Thia é uma mistura pesada de música eletrônica feita pelas programações, samples e alguns instrumentos sintetizados, e orgânica, onde Marco tocou guitarra, baixo e algumas percussões. Toda essa mistura muito bem recheada com muita música negra psicodélica e esfumaçada: dub, funk, cumbia, reggae, afrobeat e outras tertúlias brasileiras. É um sincretismo já existente nos trabalhos que Nalesso tem com os outros projetos e que chegam unidos e com belo o peso aos nossos ouvidos.

Pra ouvir o Parte 2, clique aqui!
Recomenda-se fones de ouvido para degustação…

Segue um clipe da música Óruba, presente no primeiro disco do União Thia, e lançado no início do ano: