Arquivo mensal: janeiro 2013

Belorizonte (1983) – Aum

Padrão

aum Frente1. Tema pra Malu
2. Serra do Curral
3. Belo Horizonte
4. Nas Nuvens
5. 4 e 15
6. Tice

Belorizonte é o único disco da carreira da banda mineira de rock progressivo Aum. Lançado em 1983, o disco gravado de maneira totalmente independente hoje é relíquia, e por isso se tornou muito valioso nas mãos dos colecionadores.
Em um período onde era muito difícil gravar e lançar sem uma gravadora por trás, além de ser epóca onde a new wave vendia milhões no Brasil, os 5 mineiros do Aum, lançaram um belo disco misturando rock progressivo com jazz fusion, criando um bela obra longe das mãos das grandes coorporações da indústria fonográfica, num período onde os ganhos estratosféricos das gravadoras se fazia muito presente.

Pra ouvir essa relíquia, clique aqui!

Anúncios

Peregrino (2012) – Projeto CCOMA

Padrão

folder1. Grand Bazzan
2. Milonga para los perros
3. Xangô é Rei
4. Bukowina
5. Iracino y Cerevita
6. Amazonica Fever
7. Cosmopolita
8. Caminho do Meio
9. Partido Alto-Canhoteiro
10. Música Surda

Peregrino saiu ano passado e figurou em algumas listas de melhores álbuns de 2012 e trata-se do último disco do Projeto CCOMA. Originários do Rio Grande do Sul, mais precisamente da cidade de Caxias do Sul,o Projeto CCOMA existe desde 2004, é formado pelo duo Roberto Scopel (trompete) e pelo percussionosta Swami Sagara e considerando um projeto como future jazz, pois une o ritmo originalmente norte americano à experimentaçòes rítmicas.

O disco é uma grande mistura de ritmos mundiais, aliados à genuína música eletrônica.  Percebemos no álbum ritmos latinos como o tango e cumbia andina; brasileiros, como maracatu, baião e forróç a música feita no extremo norte da Europa e elementos da música negra, seja ela americana, como o rock ou próprio jazz ou africana, seja do norte do continente ou subsaariana. O disco conta com várias participações de nomes de peso da música popular brasileira como Di Melo, o Imorrível na faixa “Xangô é Rei” e Zeca Baleiro.
Belo disco lançado no outono do ano que não acabou, e pra ouvi-lo, basta clicar aqui e apreciar Peregrino, que foi disponibilizado pra download pelo próprio grupo.

Uma das músicas do disco, “Cosmopolita” (que teve a participação de Baleiro), acaba de ganhar um belo clipe, lançado hoje:

Synesthesia (2013) – The Kandinsky Effect

Padrão

cover_[plixid.com]

1.Johnny Utah
2.M.C.
3.Cusba
4.WK51
5.Walking…
6.Brighton
7.Left Over Shoes
8.Lobi Mobi/Hotel 66
9.Mexican Gift Shop
10.Lars Von Trier
11.If Only

Disco que acaba de ser lançado do trio formado pelo norte americano Warren Walker (sax/efeitos) e pelos franceses Gaël Petrina (baixo/efeitos) e Caleb Dolister (bateria/laptop). The Kandinsky Effect está na ativa desde 2007 e, nas palavras da banda, eles são “um trio de jazz pós-moderno à procura de novas maneiras de improvisar dentro da linguagem do jazz, misturando as fronteiras do jazz, rock, música eletrônica, hip-hop e sons experimentais para criar uma voz verdadeiramente singular dentro da música instrumental. A improvisação é sempre presente, e espontaneidade é fundamental.” Para conferir o Synesthesia, é só clicar aqui e ouvir!

 

Marcelo Monteiro (2012) – Marcelo Monteiro

Padrão

marcelomonteiro

1. Prana
2. Gengibre
3. Cardume
4. Praça da Sé
5. Espelhos
6. Alunde
7. Oriente
8. Samsara

Marcelo Monteiro é um músico e arranjador paulistano, com uma carreira de mais de 20 anos na música, e que acaba de lançar seu primeiro trabalho autoral: o disco homônimo que saiu ano passado de forma independente. Marcelo é mais conhecido por seu trabalho com Alfredo Bello_Dj Tudo e a percussionista Simone Sou à frente do Projeto Cru, que fez barulho no início dos anos 2000. Além do Projeto Cru, Marcelo Monteiro já tocou com vários artistas como Cumadre Fulozinha, Bixiga 70, Dj Tudo e Sua Gente de Todo Lugar, entre outros. Fez trilhas sonoras e também gravou pra outro punhado de artistas como Zezé Motta, Porcas Borboletas, Ortinho, Junio Barreto, etc.

Com toda essa bagagem, seu trabalho solo é uma grande viagem por ritmos e temas leves que caminham muito bem sobre os instrumentais das composições. Toda referência de sua formação como músico está no disco. O samba, funk, jazz e samba de gafieira são elevados à sua potência, sem deixar o virtuosismo – muito presente em trabalhos que exploram esses ritmos – sobressair. O trio, além de Marcelo Monteiro no saxofone e flauta, tem Daniel Amorim no baixo e Maurício Caetano na bateria.
Dá pra saber mais sobre o trabalho do músico em seu site e ouvir o disco que já foi indicado a importantes prêmios da música brasileira, clicando aqui!

Tupi Novo Mundo (2013) – Iconili

Padrão

tupinovomundo

1. O Rei de Tupanga
2. Solar
3. Arei
4. Mulato
5. Búfalo

Dando início em mais um ciclo – e já que o mundo não findou-se -, vamos retomar os trabalhos por aqui, pois, além de muita coisa boa que foi lançada ano passado, ter ficado de fora dessas páginas, já tem muita coisa nova e boa surgindo e reverberando pela rede.  Uma  delas foi lançada há quase uma semana apenas para audição e hoje, disponibilizada pra download. Trata-se do EP Tupi Novo Mundo dos mineiros do Iconili. O Iconili é um projeto que existe desde 2007, e durante esse período houveram diferentes formações e músicos  participando dele; atualmente conta com 11 músicos da atual cena de Belo Horizonte.

Ouvindo o disco nas primeiras vezes, a referência mais aparente é o afrobeat, e logo bandas como Bixiga 70, The Budos Band, etc., vem a mente. Porém, se repararmos e ouvi-lo atentamente e por completo, nota-se também outros elementos da música negra, como a música etíope, jazz, funksoul, dub e também musica afro brasileira, como samba e baião.  Além disso o afrobeat, segundo afirmação certeira dos própios integrantes, é mais que un gênero musical. Ele é todo um contexto de atuação política que existiu na África nas décadas de 60 e 70 e que lutava contra a opressão européia estabelecida. Reduzir a música do Iconili ao ritmo imortalizado por Fela Kuti e outros nomes também fora da Nigéria, como Vis-a-Vis, é no mínimo ser reducionista e anacrônico.

Tupi Novo Mundo é um espelho do grande caldeirão sonoro de qualidade e representativo do que sempre a música brasielira foi.
O disco esta disponível no site da banda pra download, e pra ouvi-lo, clique aqui!


Pra iniciar melhor ainda 2013, batemos um papo com Victor, integrante do Iconili. Se liga!:

Boca Fechada: Contem um pouco ha história de vocês. Como formaram a banda, como se conheceram, de onde vieram, etc.
Victor: A banda foi formada por Gustavo Cunha (guitarra e flauta) e André Orandi (teclado e sax alto) em uma noite na boemia de Diamantina, mais ou menos em 2007. Depois disso foi um processo aglutinante, alguns se conheceram por internet, outros através de amigos, alguns saíram outros entraram e hoje temos essa formação de 11 integrantes. A maioria dos integrantes vieram do interior de minas gerais, Serro, Itajubá, Diamantina, etc…outros são de Belo Horizonte.

BF: Tupi Novo Mundo é o primeiro trabalho de vocês, certo? Como foi o trabalho de composição e produção pra chegar nessas ideias de timbres e ritmos?
VTupi Novo Mundo é nosso segundo trabalho. O primeiro trabalho é um disco homônimo da banda lançado pelo Serrassônica. O processo de composição desse segundo trabalho foi interessante por se adaptar bem a essa entrada e saída de integrantes, as músicas já existiam como um embrião desde 2011. Com a entrada de cada integrante o trabalho ficou mais rico e absorveu bem as idéias de cada um, até o último momento o EP foi se transformando e durante o processo final de gravação a banda ganhou mais dois novos integrantes, Willian Rosa (baixo) e Lucas Freitas (sax barítono) e mesmo assim as músicas ganharam novos arranjos. O processo de produção foi grande parte guiado por toda banda, antes de entrar em estúdio trabalhamos algumas semanas lapidando as músicas. Gustavo e eu pesquisamos bastante sobre os timbres que gostaríamos no disco, procuramos algo com calor, que soasse mais velho e engordurado, que tem a ver com questão conceitual do disco de buscar origem. Uma das grandes qualidades de Minas Gerais é a amizade das pessoas e conexão entre elas, por isso conhecemos Thiago Correa e Henrique Matheus do Transmissor através de um amigo designer: Yannick Falisse que os indicou pra fazer o trabalho. Os dois tiveram grande importância no processo de produção e abraçaram o projeto com alma, eles potencializaram tudo aquilo que Gustavo e eu pesquisamos sobre timbres. A gravação foi bem extensa, por consequência acredito eu da entrada de novos integrantes e alguns shows inesperados, contamos também com a participação do trombonista João Gabriel Machala que trouxe um timbre interessante pro trabalho.

Iconili

BF: Há várias bandas de estilo próximo ao de vocês surgindo no Brasil nesses ultimos tempos: Bixiga 70, Abayomi Orchestra, etc. Veem isso com uma cena de artistas e bandas que tem a música africana como elemento principal?
V: Apesar da gente ser colocado no mesmo barco existem grandes diferenças nos nossos trabalhos. Não vejo como uma cena, acho que isso não depende só do âmbito musical e implica algo muito maior, mas existe uma grande vantagem em nos colocar juntos, que inclusive foi uma coisa que o Maurício Fleury (tecladista e guitarrista do Bixiga 70) me disse quando tocamos no mesmo festival no Circo Voador no RJ. Ele disse que através disso nós acabamos nos aproximando e isso é muito bom. No dia do show no Circo Voador subiu todo mundo no palco durante o show do Bixiga; tinha integrantes da Abayomi, Morbo y Mambo (Argentina), Tigre Dente de Sabre, Feijão Coletivo, ICONILI e até o Bnegão apareceu. Foi lindo! rolou um clima de amizade muito bacana, conversas e convites no backstage, e continuamos em contato. A gente acaba se aproximando, se conhecendo e contribui pra enriquecer muito cada um como pessoa, profissional, etc.

BF: Em Belo Horizonte, tem aparecido vários Ûtimos trabalhos dentro e fora da música instrumental: Dibigode, Constantina, A Fase Rosa, etc. Vocês tem contato com essas bandas? Que impressão tem desse momento da música mineira?
V: Belo Horizonte não tem o olhar que merece na minha opinião. O Constantina por exemplo, é uma banda que está completando 10 anos e tem uma história repleta de trabalhos interessantes e diversas vezes é apontada como algo recente e sem história. Os holofotes ainda apontam pro Rio e São Paulo, Pernambuco acaba encontrando São Paulo. Ao mesmo tempo sinto que a coisa é mais diluída na internet, o que é bom pra todo mundo. Mas o momento que a música independente vive em Minas é muito rico, temos grandes músicos, compositores, ótimas bandas e clima de parceria muito grande. Existe talvez um problema de organização e produção perante a um mercado, falta produtores interessados, que tenham experiência com o setor, além de tudo ambiciosos com o mercado dos artistas independentes. Temos contatos com várias bandas e tudo vem muito pela amizade, André já gravou com Pequena Morte, eu já gravei com Lise, Dead Lovers, Twisted Hearts, Coletivo Dinamite, já fiz shows com Constantina e atualmente toco também no Fusile, Nara toca com o Frito Na Hora, Rafa Nunes com ZimunWesley já tocou na Maitê, uma banda que passaram integrantes do Pequena Morte e Graveola. Nosso recordista de participações é Henrique Staino que seria mais fácil dizer qual das bandas ele não tem algum contato, mas vale citar alguns nomes que ele tem contato, Graveola e o Lixo PolifônicoDLTH, Dibigode, Pequena Morte, Fusile, Electrophone, Desorquestra, Câmera e por aí vai. Acho que esse clima de união vem do momento que Belo Horizonte vive no setor cutural, político e social. As pessoas se aproximaram muito nos últimos anos, em virtude de uma prefeitura péssima e tudo começou a se aglutinar, blocos de carnaval, praia da estação, artistas, grupos de teatro, Djs, mobilizações urbanas, shows, festivais, novas casas de show e bandas. Eu vejo a praia da estação como uma brasa pra todo esse fogo, questionando o uso do espaço público, das verbas de investimento em cultura, tudo vem como um efeito dominó, uma força se transfere pra outro corpo e novas relações são formadas. Essa geração em Belo Horizonte é muito otimista, feliz e ativa. Isso tudo é essencial pra música em minas, é preciso prestar atenção na nossa prefeitura, na construção da nossa cidade, do nosso redor, prestar atenção em casos como Dandara e Zilah Spósito. Música e arte não existem sozinhas, as pessoas não existem sozinhas, isso tudo faz parte do nosso tempo e não dá pra ignorar.

BF: Quais são, dentro ou não da música, as maiores influências e referências pra vocês?
V:Se eu citar nomes vou entrar numa resposta muito extensa, mas no geral a cultura Brasileira, Africana e Latino-Americana.

Os números de 2012

Padrão

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2012 deste blog.

Aqui está um resumo:

4,329 films were submitted to the 2012 Cannes Film Festival. This blog had 31.000 views in 2012. If each view were a film, this blog would power 7 Film Festivals

Clique aqui para ver o relatório completo

Na próxima segunda, dia 7, voltamos com força total!!
BF