Cabeças que fazem Cabeças #3 – por Marco Nalesso

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Terceira sessão do Cabeças que fazem Cabeças, sempre convidando alguém ligado à música de alguma forma pra debulhar um álbum instrumental pra gente. Pra esse, convidamos o músico Marco Nalesso, natural de Santo André, e que conta com uma bela bagagem musical, seja fuçando (prefiro esse termo à pesquisador) e/ou desbravando discos e músicas pelo mundão real ou virtual; ou também somando em uma das várias bandas que toca ou colabora (coloque nessas várias, algumas ótimas instrumentais como Marco Nalesso e a Fundação e a recém criada Habitante), além de músico, colabora também como produtor.

Percebo muita semelhença nos gostos musicas entre nós; essa é uma das razões pra desenvolver a ideia de trazer convidados pra falar sobre um disco de sua escolha. Além disso, nós nunca (e felizmente!) conheceremos tudo da música, já que sua existência é enorme e as variações em que ela foi produzida não cessam.
A intenção do blogue sempre foi aguçar a curiosidade minha e das pessoas em conhecer música boa (mesmo isso sendo relativo à cada qual) e descobrir e me apaixonar ainda mais pela música. O disco escolhido pelo Marco Nalesso vai de encontro a isso, pois eu não conhecia a obra do artista escolhido por ele, e à primeira audição me deu mais vontade de fuçar, apenas fuçar…

The Planets (1976) – Isao Tomita

2.0.1

Diretamente do planeta mais distante do universo, Isao Tomita, viajante e tripulante da nave mãe chama The Planets.
O disco foi lançado em 1976, todas as músicas são nomeadas de planetas e possuem orquestra de barulhos e efeitos, e programações universais onde qualquer chamado é vida nessa imensidão do universo.
O disco mostra uma historia passando por todos os planetas e neles há sempre uma mensagem: Isao captou momentos de euforia, alegria, tristeza, emoção e todos outros que passamos durante nossos dias aqui.

The Planets, são sete movimentos que Gustav Holst (1874, compositor inglês, arranjador e professor) compôs mais ou menos na época da Primeira Guerra Mundial. A intenção de Tomita parece ter sido feito sob ” idade do espaço “, versão da obra de Holst, tanto porque cada movimento representa um planeta (Marte ,Vênus Mercúrio, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno), nesta ordem:

1. Mars, the Bringer of War (Marte, Portão da Guerra)
2. Venus, the Bringer of Peace (Venus, Portão da Paz)
3. Mercury, the Winged Messenger (Mercúrio, o Mensageiro)
4. Jupiter, the Bringer of Jollity (Júpiter, Portão da Alegria)
5. Saturn, the Bringer of Old Age (Saturno, Portão dos Mais Velhos)
6. Uranus, the Magician (Urano, o Mágico)
7. Neptune, the Mystic (Netuno, o Místico)

Isao Tomita lançou mais de 20 discos e participou de diversas trilhas sonoras para filmes futuristas; FUTURISMO defini muito todo trabalho do mestre das teclas. Ouvindo o disco você consegue imaginar e sentir todos os ambientes inexplorados por Tomita.
Um belo desenho na capa do disco, uma espaço nave com um habitante descendo pela luz clara e amarela sobre a imensidão escura do nosso universo.

A aproximação de Tomita e Holst vale mais como uma exploração das possibilidades da música eletrônica; trabalhando em recursos de música clássica e adaptando-a às possibilidades do sintetizador, não tendo o poder militar de um orquestra sinfônica para desencadear o inferno necessário nos ouvidos da platéia.

Pra ouvir o disco, clique aqui! Boa viagem amigos….

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