Eastern Sounds (1961) – Yusef Lateef

janeiro 26, 2012 by

1. The Plum Blossom
2. Blues For The Orient
3. Chinq Miau
4. Don’t Blame Me
5. Love Theme From ‘Spartacus’
6. Snafu
7. Purple Flower
8. Love Theme From ‘The Robe’
9. The Three Faces Of Balal

Sutililidade é a chave!
É a primeira impressão que se tem ao ouvir esse discaço do americano Yusef Lateef. Da primeira à última  faixa é o tom que se tem nessa obra de 1961.

O saxofonista que veio ano passado ao Brasil e tocou com um time de peso (M. Takara, Guilherme Granado, entre outros) é considerado um dos precurssores na mistura entre jazz e  música oriental, utilizando vários  instrumentos de sopro, oriundos peincipalmente da China. Em Eastern Sounds isso é visível em todas as faixas. Jazz oriental e sutilidade são perceptiveis até em faixas em que “o bicho pega”, aproximando ao bop de suas lindas e sublimes composições.

Eastern Sounds é o décimo disco da extensa discografia do jazzsista, que tocou com nomes como Bill Evans, Dizzy Gillespie, Paul Chambers e  Elvin Jones.
Discaço! 

Confusão Urbana, Suburbana e Rural (1976) – Paulo Moura

janeiro 23, 2012 by
1. Espinha de bacalhau
2. Notícia
3. Bicho papão/Tema do Zeca da Cuíca
4. Carimbó do Moura
5. Se algum dia
6. Peguei a reta
7. Amor proibido
8. Dois sem vergonha
9. Eu quero é sossego
10. Dia de comício
11. Pedra da lua

Disco clássico do grande instrumentista brasileiro Paulo Moura, que reuniu uma galera de peso para realizar este trabalho. Entre essa galera estão Toninho Horta, Wagner Tiso, Rosinha de Valença, Raul de Souza, Altamiro Carrilho e outros. O título - Confusão Urbana, Suburbana e Rural  - rotula (no bom sentido) muito bem essa bolacha recheiada de sambas, carimbós, maxixes, choros e baiões. Degustem!!!

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Os números de 2011

janeiro 21, 2012 by

Olá pessoal, tudo bem?

Voltando a ativa novamente…primeiro post sobre os números de 2011. Deem uma olhada!
Ótimo 2012 pra todos!

Aqui está um resumo:

A sala de concertos em Sydney, Opera House tem lugar para 2.700 pessoas. Este blog foi visto por cerca de 14.000 vezes em Se fosse um show na Opera House, levaria cerca de 5 shows lotados para que muitas pessoas pudessem vê-lo.

Clique aqui para ver o relatório completo

De pernas pro ar – a escola do mundo ao avesso

dezembro 28, 2011 by

EDUCANDO COM O EXEMPLO

A escola do mundo ao avesso é a mais democrática das instituições educativas. Não requer exame de admissão, não cobra matrícula e dita seus cursos, gratuitamente, a todos e em todas as partes, assim na terra como no céu: não é por nada que é filha do sistema, que, pela primeira vez na história da humanidade, conquistou o poder universal.

Na escola do mundo ao avesso o chumbo aprende a flutuar e a cortiça a afundar. As cobras aprendem a voar e as nuvens a se arrastar pelos caminhos.

Os modelos do êxito 

                 O mundo ao avesso gratifica o avesso: despreza a honestidade, castiga o trabalho, recompensa a falta de escrúpulos e alimenta o canibalismo. Seus mestres caluniam a natureza: a injustiça, dizem, é lei natural. Milton Friedman, um dos membros mais conceituados do corpo docente, fala da “taxa natural de desemprego”. Por lei natural, garantem Richard Herrnstein e Charles Murray, os negros estão nos mais baixos degraus da escala social. Para explicar o êxito de seus negócios, John Rockefeller costumava dizer que a natureza recompensava os mais aptos e castiga os inúteis. Mais de um século depois, muitos donos do mundo continuam acreditando que Charles Darwin escreveu seus livros para lhes prenunciar a glória.

Sobrevivência dos mais aptos? A aptidão mais útil para abrir caminho e sobreviver, o killing instinct, o instinto assassino, é uma virtude humana quando serve para que as grandes empresas façam a digestão das pequenas empresas e para que os países fortes devorem os países fracos, mas é prova de bestialidade quando um pobre-diabo sem trabalho sai a busca de comida com uma faca na mão. Os enfermos da patologia antissocial, loucura e perigo de que cada pobre é portador, inspiram-se nos modelos de boa saúde do êxito social.  O ladrão de pátio aprende o que sabe elevando o olhar rasteiro aos cumes: estuda o exemplo dos vitoriosos e, mal ou bem, faz o que pode para lhes copiar os méritos. Mas “os fodidos sempre serão fodidos”, como costumava dizer Dom Emílio Azcárraga, que foi amo e senhor da televisão mexicana. As possibilidades de que um banqueiro que depena um banco desfrute em paz o produto de seus golpes são diretamente proporcionais às possibilidades de que um ladrão que rouba um banco vá para a prisão ou para o cemitério.

Quando um delinqüente mata por dívida não paga, a execução se chama ajustes de contas, e se chama plano de ajuste a execução de um país endividado, quando a tecnocracia internacional resolve liquidá-lo. A corja financeira seqüestra os países e os arrasa se não pagam o resgate. Comparado com ela, qualquer bandidão é mais inofensivo do que Drácula à luz do sol. A economia mundial é a mais eficiente expressão do crime organizado. Os organismos internacionais que controlam a moeda, o comércio e o crédito praticam o terrorismo contra os países pobres e contra os pobres de todos os países, com uma frieza profissional e uma impunidade que humilham o melhor dos lança-bombas.

A arte de enganar o próximo, que os vigaristas praticam caçando incautos pelas ruas, chega ao sublime quando alguns políticos de sucesso exercitam seus talentos. Nos subúrbios do mundo, chefes de estado vendem saldos e retalhos de seus países, a preço de liquidação de fim de temporada, como nos subúrbios das cidades os delinqüentes vendem, a preço vil, o butim de seus assaltos.

Os pistoleiros de aluguel realizam, num plano menor, a mesma tarefa que cumprem, em grande escala, os generais condecorados por crimes elevados à categoria de glórias militares. Os assaltantes que, à espreita nas esquinas, atacam a manotaços, são a versão artesanal dos golpes dados pelos grandes especuladores, que lesam multidões pelo computador. Os violadores que mais ferozmente violam a natureza e os direitos humanos jamais são presos. Eles têm as chaves das prisões. No mundo como ele é, mundo ao avesso os países responsáveis pela paz universal são os que mais armas fabricam e os que mais armas vendem aos demais países. Os bancos mais conceituados são os que mais narcodólares lavam e mais dinheiro roubado guardam. As indústrias mais exitosas são as que mais envenenam o planeta, e a salvação do meio ambiente é o mais brilhante negócio das empresas que o aniquilam. São dignos de impunidade e felicitações aqueles que matam mais pessoas em menos tempo, aqueles que ganham mais dinheiro com menos trabalho e aqueles que exterminam mais natureza com menos custo.

Caminhar é um perigo e respirar é uma façanha nas grandes cidades do mundo ao avesso. Quem não é prisioneiro da necessidade é prisioneiro do medo: uns não dormem por causa da ânsia de ter o que não têm, outros não dormem por causa do pânico de perder o que têm. O mundo ao avesso nos adestra para ver o próximo como uma ameaça e não como uma promessa, nos reduz à solidão e nos consola com drogas químicas e amigos cibernéticos. Estamos condenados a morrer de fome, a morrer de medo ou a morrer de tédio, isso se uma bala perdida não vier abreviar nossa existência.

Será esta liberdade, a liberdade de escolher entre ameaçadores infortúnios, nossa única liberdade possível? O mundo ao avesso nos ensina a padecer a realidade ao invés de transformá-la, a esquecer o passado ao invés de escutá-lo e a aceitar o futuro ao invés de imaginá-lo: assim pratica o crime, assim o recomenda. Em sua escola, escola do crime, são obrigatórias as aulas de impotência, amnésia e resignação. Mas está visto que não há desgraça sem graça, nem cara que não tenha coroa, nem desalento que não busque seu alento. Nem tampouco há escola que não encontre sua contraescola.

(Eduardo Galeano – De pernas pro ar – a escola do mundo ao avesso)

“Kadmirra” – Aeromoças e Tenistas Russas (2011)

dezembro 14, 2011 by

 1. Kadmirra

2. Insomne

3. Saguis

4. Kirilenko

5. Jacques Villeneuve Experience

6. Smonkey Skulls

7. Sex Sugestion

8. Solarística

9. Cremosita

Aeromoças e Tenistas Russas é uma banda de São Carlos/SP, formada em 2007 por ex-alunos da UFSCar. “Kadmirra” é o primeiro disco dos caras, lançado recentemente.

Tanto composições, quanto o modo como o álbum foi produzido, remetem à como os “Aeromoços” concebem seus trampos e forma de viver. Foi todo gravado e produzido pelos próprios integrantes no estúdio do Aparelho Coletivo, também morada do manos. A arte remete ao conceito babilônico do disco e  também foi feita de forma colaborativa, através de um edital aberto na rede mundial, onde outro são carlense foi contemplado: Marky Wildstone baterista da já consolidada e também instrumental The Dead Rocks.

Thiago “Hard” (sax e guitarra), Juliano Parreira (baixo), Gustavo “Hoolis” (teclados) e Nilo Mortara (bateria) somado aos samples do marciano onipresente “Jovem” Palerosi, conseguiram um sincretismo bem costurado em “Kadmirra”. Editado quase como uma mixtape, as diversas influências de cada integrante se mostram nas 9 faixas escolhidas pro disco. Samba-pop com rock progressivo psciodélico e pitadas “oitentistas” percorrem com maestria esse primeiro trampo dos caras.

Foda ficar falando dos amigos, né!?…
Ouçam aí, baixem “de grátis” no próprio site dos caras e vejam o que essa “Kadmirra” tem a oferecer.

“Três Cabeças Loucuras” – São Paulo Underground (2011)

dezembro 7, 2011 by

1. Jagoda’s Dream

2. Pomboral

3.Carambola

4. Colibri

5. Just Lovin’

6. Lado Leste

7. Six Six Eigth

8. Rio Negro

9. The Bat’s Digital Dlipomat

Parodiando o Homis Canidae esse petardo não tem como segurar. O rojão é grande!
Disco foda do trio/quarteto São Paulo Underground, lançado rencentemente e formado pelos onipresentes M. Takara e Guilherme Granado,  o norte americano de São Paulo, Rob Mazurek (que possivelmente são as “3 cabeças Loucuras”) e por Richard Ribeiro, que soma e muito nas engrenagens experimentais.

O  terceiro disco do grupo,  que por vezes soa como improviso, é mistura muito bem feita de free jazz, música brasileira e experimentações eletrônicas cabeçudas. Parece que nesse trabalho os “cabeças loucuras” encontraram o som que buscavam nos dois discos anteriores: “Sauna: Um, Dois, Três” de 2005 e ” The Principle of Intrusive Relationships” de 2008. “Três Cabeças Loucuras” soa diferente dos dois anteriores, mas é preceptível que as ideias já figuravam há alguns anos na mente dos integrantes. Os caras conseguiram tiram um som limpo, experimental pra caramba, mas com um caminho muito claro.

Ouçam!

“Haveno” – Constantina (2011)

dezembro 1, 2011 by

1. Imobilidade Tônica

2. Azul Marinho

3. Juan, el Marinero

4. Benjamim Guimarães

5. Bagagem Extra

6. Pequenas Embracações

7. Monte Roraima

8. Bonus Track

Os mineiros do Constantina tem 8 anos de história e com “Haveno”, 4 discos lançados.  O post rock feito pelos caras é de um bom gosto ímpar. Possuem uma característica própria de executar e compor suas idéias. A dinâmica executada consegue trazer ao clima que propõe, com suavidade e primot.

Percebe-se um grande leque de instrumentos e arranjos escolhidos a dedo. O minimalismo, timbres e arranjos em conjunto com a dinâmica sonora, cria intencionalmente imagens à música executada. Há muita brasilidade em “Haveno”, com influências diversas, colocadas pelos próprios integrantes como …”do pão de queijo aos cablocos de lança”…Também percebemos influências como Tortoise e Hurtmold, sentadas no barco que navega pelo álbum.

Os caras disponibilizaram no próprio site da banda, o disco pra audição e download, iniciativa cada vez mais comum por esses idos. Mas sempre lembrando, que se curtiu o trampo do artista e tem condições, é massa adquirir pra fortalecer.

Lançamento CD/LP – Bixiga 70

novembro 30, 2011 by

BIXIGA 70 : LANÇAMENTO CD/LP (12″)
QUANDO : dia 2/12, às 23h
ONDE : Cine Joia (pça. Carlos Gomes, 82, Liberdade, São Paulo, SP)
Ingressos: http://cinejoia.tv/ingressos
lote 1 r$20
lote 2 com cd r$40
lote 3 r$30
lote 4 r$40

www.bixiga70.com
www.facebook.com/bixiga70
www.twitter.com/bixiga70

 

“Verdão e Verdinho” (EP) – Macaco Bong (2011)

novembro 15, 2011 by

Capa - "Verdão e Verdinho"

  1.  Japabugre
  2. Morango Tango
  3. Quero-Quero

Desde o elogiadíssimo e premiado “Artista Igual Pedreiro” ( primeiro disco de 2008) o  trio cuiabano Macaco Bong não lançava nada autoral. Porém, nesse período a produção não cessou,principalmente com Bruno Kayapy (guitarra), Ynaiã Benthroldo (bateria) e Ney Hugo (baixo) participando de diversos projetos com grandes nomes da música brasileira.

Previsto para 2012, o segundo disco do trio está em fase de pré-produção e, para não deixar os apreciadores carentes da vibração “bongoniana”, recentemente os caras lançaram o EP  ”Verdão e Verdinho” que conta com 3 músicas arranjadas e produzidas pelos próprios e com nome em homenagem à cidade do trio: Cuiabá  (Verdão) e a um pequeno estádio na capital matogrossense (Verdinho) onde o Espaço Cubo, coletivo de Cuiabá, origem dos trampos do ‘Macaco’, dentro e fora da música, fez alguns eventos.

O som dos caras continua pulsante e forte, mas parece que as parcerias com outros artistas fez a música tomar outros rumos.  Arranjos mais suaves, linhas de guitarra que “falam” nas músicas, baixo mais presente somam-se ao rock pesado, já presente e que dá a cara ao EP. Parece que eles estão “amansando”, suavizando as composições pras pedras que devem surgir no próximo ano.

O trio disponibilizou o EP em seu próprio site. Confere lá!

Bixiga70 (2011) – Bixiga70

novembro 8, 2011 by

1.Grito de Paz
2.Luz Vermelha
3.Tema di Malaika
4.Mancaleone
5.Zambo Beat
6.Balboa da Silva – homenagem a Nilson Garrido
7.Desengano da Vista
8.Balboa Dub
9.Dub di Malaika
10.Dub Vermelho

Depois do single Di Malaika a big band Bixiga70 lançou, em novembro, o disco completo com composições instrumentais que viajam por elementos das músicas brasileira, latina e africana. Excelente trabalho!

Download: Clique aqui


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