Luz Além (2012) – Mel Azul

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cover1. Ar
2. Dum Ohm
3. Assoalho Cubano
4. Caminhante Ambulante
5. IndoVindo
6. Interestelar
7. Súbita Calma

Há cerca de quatro ou cinco meses, os paulistanos do Mel Azul pintaram aqui no blogue com o primeiro trabalho do grupo, o EP homônimo de 2011. Na época do post, o disco Luz Além ja tinha sido lançado, mas achei mais interessante segurá-lo e falar primeiro sobre o EP, além de sacar melhor o desenvolvimento das ideias. Bem, chegou a hora do Luz Além, disco pesado que conta com 7 composições do quarteto paulistano, que além de nos abrilhantar com belos temas,  possui um trabalho de produção artística extremamente profissional, explorando as narrativas musicais que a música da banda possui e colocando isso em prática através de outras linguagens.

O disco lançado ano passado é extremanete denso, com as experimentações dosadas sob medida. Há momentos de delicadeza sublime, elevando espiritualmente a música, e outros, onde as andanças noise desconstroem a melodia que havia sido executada. A sonoridade, o timbre, continuam soando bem setentista, mas as ideias, que no EP se colocavam mais nos ritmos, nesse estão mais nas abstrações e nas dinâmicas dos instrumentos.  Há o explorar dos ritmos psicodélicos, mas no Luz Além a essência é a psicodelia.
Pra ouvir o Luz Além, clique aqui!

Recentemente, o Mel Azul lançou um clipe da música Caminhante Ambulante:

Parte 2 (2013) – União Thia

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Ervinha1. O Planeta
2. Mesmo Tempo
3. Pureza
4. Fela
5. Eu
6. Sagrado
7. Festa na Mata

Aproveitando a semana de lançamento do meneio e última sessão da série Cabeças que fazem Cabeças, pensei em fazê-las dialogar pra chegar no disco de hoje. A estréia é o segundo e fresquinho disco do projeto solo e caseiro União Thia,  produzido e gravado pelo guitarrista e compositor Marco Nalesso - que foi quem pilotou por último a nave da sessão que estreamos a pouco por aqui, e que convida alguém ligado à música pra discorrer sobre um disco instrumental.  Marco toca em outros projetos instrumentais como o Marco Nalesso e a Fundação (que esteve em nossas linhas) e o recém criado Habitante, que deve soltar mais material em breve.

O União Thia é uma mistura pesada de música eletrônica feita pelas programações, samples e alguns instrumentos sintetizados, e orgânica, onde Marco tocou guitarra, baixo e algumas percussões. Toda essa mistura muito bem recheada com muita música negra psicodélica e esfumaçada: dub, funk, cumbia, reggae, afrobeat e outras tertúlias brasileiras. É um sincretismo já existente nos trabalhos que Nalesso tem com os outros projetos e que chegam unidos e com belo o peso aos nossos ouvidos.

Pra ouvir o Parte 2, clique aqui!
Recomenda-se fones de ouvido para degustação…

Segue um clipe da música Óruba, presente no primeiro disco do União Thia, e lançado no início do ano:

meneio

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meneioReza o ditado que santo de casa não faz milagre, mas em certas ocasões  é bom testar o dito. Posto sempre por aqui algumas novidades instrumentais, e mesmo se tratando duma banda que faço parte, é justo compartilhar com os que acompanham o blogue as bandas novas que tão sempre pintando na área.
meneio, banda com base em na bela e interiorana metrópole de Sorocaba/SP,  recém estreou nos palcos num evento na cidade referida. O projeto é gestado há cerca de um ano e meio por Jovem Palerosi (guitarra e samples), Eduardo Rodrigues (sintetizador e samples), Adeniran Balthazar (baixo) e Zé Guilherme Aquiles (bateria). Alguns desses, com trabalhos em outras bandas instrumentais, solo e discotecagem, além de colaborarem com outros grupos e na produção de trilhas sonoras.
A estréia rendeu alguns vídeos que serão diponibilizados aos poucos. O primeiro foi lançado ontem, e é trecho da música de introdução do primeiro show, que aconteceu no ótimo Carne de Segunda, evento semanal do Rasgada Coletiva. A música sintetiza o que está na música do meneio: mistura de música orgânica com eletrônica recheada de samples e texturas.
Bueno apetite!

No Agreement (1977) – Fela Kuti

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Fela Kuti - No Agreement - 19771. No Agreement
2. Dog Eat Dog

Em algumas ocasiões aqui no blogue, demos licença à diversas bandas ou artistas que em seus discos instrumentais colocam palavras nas composições. Seja um poema, gritos, canção ou fazendo a vez de um instrumento, as palavras por aqui nunca silenciaram. Pensando nisso, e com uma vontade imensa de homenagear um dos maiores da música no século XX e que faria 75 anos hoje, pedimos permissão mais uma vez pra extrapolar a música sem palavras.
Não seria momento melhor, já que a licença é pra postar um disco do nigeriano Fela Kuti, criador do afrobeat - batida que mistura jazz, juju music, highlife  e música iorubá -, dono de uma discografia fantástica e com uma vida política de luta contra o poder instituído pelos militares africanos e em favor da liberdade. A música de Fela é essencilamente instrumental; as composições (geralmente com mais de 10 minutos) tem um tema principal tocado em um loop hipnotizante, onde as melodias vão sendo desconstruidas pelos diversos músicos e instrumentos que formavam (inicialmente) a Afrika 70, e depois, a Egypt 80, bandas que acompanharam Fela.

Como comentei, a discografia do músico, produtor e arranjador é gigante, chegando em alguns anos a lançar mais de três discos. Os discos tinham poucas músicas, dando de ombros ao tempo curto que usualmente elas tinham, e além disso, Fela não costumava repetir as músicas em seus shows, tendo que sempre compor muito.  Tocavam praticamente todos os dias na República Kalakuta (onde moravam banda, dançarinas e amigos de Fela), compunham os temas, tocavam-nos em shows e já gravavam. Pra época, o tamanho da banda e as condições técnicas, com certeza deviam ensaiar muito tempo, pois na audição dos discos, percebemos uma banda totalmente entrosada, pulsando…
Fela em suas músicas sempre discursava, principalmente denunciando o que ocorria na África dos anos 70, instável e turbilhão político devido ao momento de descolonização européia que o continente viva na época. Os discuros são fortes, sem massagem, colocando o dedo na cara dos governantes e conclamando uma África livre, do povo. Isso causou muito problema, já que Fela foi preso algumas vezes e teve sua casa (a República Kalakuta) invadida e destruída pelo governo nigeriano, em 18 de fevereiro de 1977, mesmo ano que o álbum No Agreement foi lançado.

Pra não passar em branco a data de seu nascimento, escolhi o disco de 1977, onde temos duas músicas: No Agreement (mesmo nome do álbum), e Dog Eat Dog, inteira instrumental. Assim, como mais de 50% do disco instrumental (…) homenageamos o grande Fela e continuamos com a música instrumental mandando prender e soltar por aqui.
A licença foi dada e com enorme satisfação o disco está posto. Pra ouvir essa pedrada, clique aqui!

Cabeças que fazem Cabeças #3 – por Marco Nalesso

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Terceira sessão do Cabeças que fazem Cabeças, sempre convidando alguém ligado à música de alguma forma pra debulhar um álbum instrumental pra gente. Pra esse, convidamos o músico Marco Nalesso, natural de Santo André, e que conta com uma bela bagagem musical, seja fuçando (prefiro esse termo à pesquisador) e/ou desbravando discos e músicas pelo mundão real ou virtual; ou também somando em uma das várias bandas que toca ou colabora (coloque nessas várias, algumas ótimas instrumentais como Marco Nalesso e a Fundação e a recém criada Habitante), além de músico, colabora também como produtor.

Percebo muita semelhença nos gostos musicas entre nós; essa é uma das razões pra desenvolver a ideia de trazer convidados pra falar sobre um disco de sua escolha. Além disso, nós nunca (e felizmente!) conheceremos tudo da música, já que sua existência é enorme e as variações em que ela foi produzida não cessam.
A intenção do blogue sempre foi aguçar a curiosidade minha e das pessoas em conhecer música boa (mesmo isso sendo relativo à cada qual) e descobrir e me apaixonar ainda mais pela música. O disco escolhido pelo Marco Nalesso vai de encontro a isso, pois eu não conhecia a obra do artista escolhido por ele, e à primeira audição me deu mais vontade de fuçar, apenas fuçar…

The Planets (1976) – Isao Tomita

2.0.1

Diretamente do planeta mais distante do universo, Isao Tomita, viajante e tripulante da nave mãe chama The Planets.
O disco foi lançado em 1976, todas as músicas são nomeadas de planetas e possuem orquestra de barulhos e efeitos, e programações universais onde qualquer chamado é vida nessa imensidão do universo.
O disco mostra uma historia passando por todos os planetas e neles há sempre uma mensagem: Isao captou momentos de euforia, alegria, tristeza, emoção e todos outros que passamos durante nossos dias aqui.

The Planets, são sete movimentos que Gustav Holst (1874, compositor inglês, arranjador e professor) compôs mais ou menos na época da Primeira Guerra Mundial. A intenção de Tomita parece ter sido feito sob ” idade do espaço “, versão da obra de Holst, tanto porque cada movimento representa um planeta (Marte ,Vênus Mercúrio, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno), nesta ordem:

1. Mars, the Bringer of War (Marte, Portão da Guerra)
2. Venus, the Bringer of Peace (Venus, Portão da Paz)
3. Mercury, the Winged Messenger (Mercúrio, o Mensageiro)
4. Jupiter, the Bringer of Jollity (Júpiter, Portão da Alegria)
5. Saturn, the Bringer of Old Age (Saturno, Portão dos Mais Velhos)
6. Uranus, the Magician (Urano, o Mágico)
7. Neptune, the Mystic (Netuno, o Místico)

Isao Tomita lançou mais de 20 discos e participou de diversas trilhas sonoras para filmes futuristas; FUTURISMO defini muito todo trabalho do mestre das teclas. Ouvindo o disco você consegue imaginar e sentir todos os ambientes inexplorados por Tomita.
Um belo desenho na capa do disco, uma espaço nave com um habitante descendo pela luz clara e amarela sobre a imensidão escura do nosso universo.

A aproximação de Tomita e Holst vale mais como uma exploração das possibilidades da música eletrônica; trabalhando em recursos de música clássica e adaptando-a às possibilidades do sintetizador, não tendo o poder militar de um orquestra sinfônica para desencadear o inferno necessário nos ouvidos da platéia.

Pra ouvir o disco, clique aqui! Boa viagem amigos….

A Espetacular Ataca Novamente! (2013) – A Espetacular Charanga do França

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capa charanga - arte kiko dinucci1. Hasta la Cumbia
2. Cumbia, Cumbia
3. Raggaxixe
4. Pedra do Rei

Já comentaram e me perguntaram se o blogue era só de música instrumental brasileira. Disse que não, mas numa conta rápida vi que mais da metade dos discos postados até aqui (quase 300) são da fértil música instrumental brazuca, e de todas as épocas. Tento sempre postar discos gringos também, mas por um “defeito” meu posto mais nacionais, porque os ouço com mais afinco e procuro sempre regar minhas raízes. Além disso, de uns tempos pra cá, a música brasileira nos deu diversos frutos sem voz, de muita qualidade e de vários gëneros e regiões. Um dos músicos mais atuantes não só na música instrumental, chega com mais um bela obra da sua discografia: o saxofonista Thiago França, acaba de lançar o primeiro disco do projeto A Espetacular Charanga do França, o A Espetacular Ataca Novamente!, lançado a pouco.

Thiago França, nos variados projetos que integra, ou colabora como músico e produtor tem uma linguagem distinta no saxofone, instrumento que sempre se tem um pé atrás, devido às melodias chatas popularizadas por Kenny G, ou simplesmente pelo fato do sax, muitas vezes, apenas fazer o acompanhamento, cabendo a ele papel secundário em muitas composições. O sax de França caminha em sentido contrário, muitas vezes envenenado por pedais e criando texturas e melodias que distoam do comumente ouvindo. A Espetacular Charanga do França é um projeto estreado em 2012 pelo músico, quando esquentou algumas noites do carnaval paulistano. Simplificadamente, é música pra dançar!, apimentadas em ritmos negros latinos: cumbia, salsa, merengue, ragga e maxixe, presentez nas 3 primeiras faixas do disco; e na última: Pedra do Rei, o lado mais psicodélico e experimental do músico fica evidente, trazendo o jazz como referência e nos fazendo lembrar do bombástico MarginalS, em que participa.
Pra ouvir essa “Espetacular Charanga”, clique aqui!

Bixiga 70 (2013) – Bixiga 70

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Bixiga 70 (2013) - capa1. Deixa a Gira Girá
2. Ocupaí
3. Kalimba
4. 5 Esquinas
5. Kriptomita
6. Tigre
7. Tangará
8. Retirantes
9. Isa

Um dos discos mais aguardados desse ano é o novo da banda paulistana Bixiga 70. Praticamente uma big band, o combo formado pr 10 músicos, chega com seu segundo álbum, depois do aclamado primeiro, lançado em 2011. Desde o primeiro (também homônimo) dois anos se passaram e muita coisa mudou no mundo, e também na música do Bixiga 70. Os caras fizeram turnês na Europa, shows pelo Brasil todo e participaram de dois projetos interessantíssimos: o Gil 70, encabeçado por Lucas Santtana, tocando músicas de Gilberto Gil da referida década e Saltimbancos, executando com diversas participações a obra infantil escrita por Chico Buarque.

Com esse monte de ocorridos, a música da banda não ia passar ilesa. A mudança nas composições é evidente, muito mais maduras e apontando pra outros diversos ritmos e experimentações. No primeiro disco, a influência do afrobeat é notória; outros ritmos estão ali mas, o groove delicioso criado por Fela Kuti, é célula básica das composições. O segundo, assim como o Bixiga, se abriu pro mundo! Além do afrobeat e do funk, as composições dialogam com outros diversos ritmos latinos: salsa, cumbia, merengue, etc.; africanos: jazz etíope música iorubá e também brasileiros como o samba e o baião, tudo isso regado á muita psicodelia nas linhas de guitarra e/ou sintetizador.
Discão, que pra ouvir basta clicar aqui!

Fizemos umas perguntinhas pro Bixiga, e quem teve a função de responder foi o saxofonista Cuca Ferreira. Segue:

Boca Fechada: Li que vocês fizeram cerca de 500 horas de ensaio pra gravação do disco, além de trocarem vários emails, etc. Contem um pouco como foi o processo de produção desse disco, já que vocês são em 10 músicos, que não tocam só no Bixiga. Foi rápido, lento? Foi mais virtual ou de corpo presente?
Bixiga 70: Foi totalmente de corpo presente! Na verdade boa parte do repertório do disco a gente já vinha amadurecendo no palco. A gente fez muitos shows desde o lançamento do primeiro disco, e aos poucos foi desenvolvendo e incluindo no show músicas que agora estão no segundo disco. Mas desde o começo do ano a gente se trancou no estúdio Traquitana (que é a nossa casa) e aí mandou ver nessas 500 horas de ensaio, se preparando pra gravar. Depois dessa maratona, gravamos em apenas uma semana ao vivo no estúdio.

BF: Basicamente vocês trabalharam com a mesma equipe de produção que no primeiro disco. Ainda nele, como foi a escolha dessa galera?
B70: São artistas com os quais a gente se identifica há muito tempo, e desde o primeiro disco começou a trabalhar junto. MZK, que fez a arte, é DJ, super envolvido com o tipo de som que a gente gosta, e depois da capa que ele fez pra gente no primeiro disco, a gente jamais questionou a ideia de chamá-lo de novo. Mesma coisa com o Victor Rice, que fez a mixagem. Há várias outras pessoas que são envolvidas com a gente e foram fundamentais para esse disco, mas na hora de gravar éramos apenas os 10 no estúdio.
Bixiga 70 (2013) - encarte (frente)

BF: Lendo artigos desde o lançamento, e ouvindo tanto o segundo como o primeiro disco, todos exaltam, e é perceptível no segundo, maiores referências de ritmos e timbres. (Achei-o muito mais psicodélico que o primeiro). Que diferenças vocês notaram enquanto produziam e depois de gravado de um álbum pro outro?
B70: Tem diferenças que decorrem do processo evolutivo natural tanto dos músicos individualmente como nosso como banda, de tocar mais tempo junto, e principalmente de trocar mais referências e experiências. Mas a principal diferença que a gente queria imprimir nesse trabalho era levar a energia que a gente conseguiu chegar no palco para o disco. A gente é uma banda de palco, de tocar pra galera dançar. Queríamos muito levar isso pro disco.

BF: No primeiro disco vocês fizeram um versão de “Desengano da Vida” do Pedro Santos e nesse, “Deixa a Gira, Girá” dos Tincoãs, além de tocarem ao vivo “A Morte do Vaqueiro” do Luiz Gonzaga. Como vocês escolheram essas músicas, e perceberam que “dava caldo” pra vocês; e no caso das gravadas, como foi o processo de direitos autorais? (“Deixa a Gira, Girá”, é de domínio público, se não estou enganado)
B70: “Deixa a Gira Girá” é domínio público, mas nós nos inspiramos muito no arranjo dos Tincoãs. Por isso fizemos questão de entrar em contato como Mateus Aleluia, pedir autorização e pagar os direitos, tudo na maior humildade e correção possível. Com o Pedro Santos foi a mesma coisa, mas como ele já não está mais aí, ficamos muito felizes de poder ter conhecido a filha dele, que é super envolvida com o legado do pai, e que abençoou nossa versão.
São músicas e artistas que frequentam nossos encontros desde que os primeiros músicos começaram a se juntar para montar a banda, então sempre foram escolhas fáceis para a gente. E Luiz Gonzaga é um dos maiores artistas do mundo de todos os tempos. A gente levantou esse som para homenageá-lo quando tocamos na Virada Cultural de 2012, porque era o ano do centenário dele. Daí não deu mais pra tirar do show.
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BF: Deixando um pouco de lado o disco, contem sobre a experiência de fazer os projetos “Gil 70”, e “Saltimbancos”. Curtiram o resultado? Acham que esses dois trabalhos influenciaram na produção do segundo disco?
B70: Gil 70 nasceu de uma ideia do Lucas Santtana, que é um artista que a gente sempre admirou e virou um grande irmão de som nosso. Os Saltimbancos vieram a partir de uma ideia da Beth Moura, que é nossa produtora, e envolveu também grandes artistas (Anelis (Assumpação), Alzira E., Mauricio Pereira, Skowa e Andrea Bassit).
Curtimos muito o resultado, e acho que foram projetos importantes para desenvolvermos mais entrosamento na hora de levantar os arranjos, e aos poucos fomos ousando mais tambem.

BF: Vocês lançaram o disco em três formatos: mp3, cd e vinil. Qual funciona melhor? O download em que as pessoas contribuem, funciona?
B70: Tudo funciona e tudo isso é necessário. O download está disponível gratuitamente em nosso site (como no primeiro disco), disco completo em alta qualidade, com capa, encarte, ficha técnica, etc.
Acreditamos nisso, e com a atual fragmentação de mídia, a ideia é ter o maior número de pessoas conhecendo o trabalho. Para isso o download é fundamental. Acho que hoje funciona assim: a pessoa conhece pela internet, se gosta vai ao show. E se gosta do show compra o disco (vinil ou cd). A gente mesmo é adepto do vinil.