Arquivo da categoria: Groove

On the Corner (1972) – Miles Davis

Padrão

Capa

1. On the Corner
2. New York Girl
3. Thinkin’ One Thing And Doin’ Another
4. Vote For Miles
5. Black Satin
6. Onde and Onde
7. Helen Butte
8. Mr. Freedom X

Decididamente um dos discos mais polêmicos da história do jazz é On The Corner, cria de um dos músicos mais excêntricos, genias e incompreendidos do ritmo negro nascido na América do Norte. Lançado em 1972, essa obra de Miles Davis à época de seu lançamento, foi amplamente criticada por jornalistas, fãs e músicos do jazz, graças à grande novidade e mistura para que a música de Miles apontava. No fim da década de 60, Miles teve contato com a música de Jimi Hendrix e a partir daí seu jazz eletrificou-se e foi alçado a diálogos com sintetizadores, pedais de efeito, instrumentos eletrônicos, a música contemporânea de Stockhausen e o funk, ritmo recém nascido no final da década de 60.

On The Corner é uma grande jam de músicos fudidos. Entre eles: Chick Corea, Herbie Hanconk John MachLaughlin, também responsáveis por eletrificar o jazz. Ao dar play nessa grande obra, recebemos um grande murro no queixo. O disco começa com quatro músicas que na verdade são apenas uma pedrada: On the CornerNew York GirlThinkin’ One Thing And Doin’ AnotherVote For Miles, e nessa linha segue em todos seus 50 minutos. Grande parte dos críticos, dizia que o disco era repetitivo, esquisito e não significava nada. Na verdade, o que Miles fez, foi não repetir a forma em que jazz caminhava há muitas décadas, dando à ele um novo conceito e estética musical.
Pra baixar essa pedrada, clique aqui!

Nu Steps (2012) – Lavoura

Padrão

cover1. Voodoo Machine
2. Highilights
3. Obliquites
4. Estação Deodoro
5. Invade Your Soul
6. Yperoig
7. Nu Steps
8. Clarão

Lavoura é uma banda nascida em 2003 na cidade de São Paulo e  formada por Caleb Mascarenhas (sintetizadores, monome e efeitos), Fabiano iB (baixo), Fernando TRZ (sintetizadores e piano elétrico)Paulo Pires (bateria, bateria eletrônica e percussão). O quarteto trabalha principalmente com a influência do meio urbano pra fazer suas composições.

Em Nu Steps, último disco da banda, lançado ano passado, o urbano se mistura às sonoridades do jazz, principalmente a do jazz modal, utilizando também uma vasta gama de timbres sintetizados e possibilidades da música eletrônica. Além de Nu Steps, o Lavoura tem outros dois discos: Máquinas Hibridas de 2005 e Kosmophonia de 2008.
Pra ouvi-lo, clique aqui!

Ao Vivo no Espaço + Soma – Marginals + M. Takara

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art marginals+takara1. Primeira Parte
2. Segunda Parte
3. Terceira Parte
4. Quarta Parte
5. Quinta e Última Parte

O trio paulistano MarginalS, formado por Thiago França, Tonny Gordin e Marcelo Cabral, que já passou por aqui com seus dois discos lançados em 2011 e 2012, dessa vez inicia o lançamento de alguns bootlegs gravados em 2010 no Espaço Mais Soma, localizado em São Paulo. Foram gravados cerca de 6 apresentações ao vivo, e em cada uma houve particpação diferente. Nessa, o convidado foi o multinstrumentista Maurício Takara, que entre outros vários projetos é baterista da banda Hurtmold.

O resultado desse encontro são belos grooves calcados na música negra como jazz, funk, rock, dentre outros.
Confere que tá bonito! Pra ouvir, clique aqui!

Smile (2010) – Skeletons

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skeletonssmile1. Positive Force
2. Marathon Man
3. Mister Mistery
4. 50 Degrees
5. Gravel
6. Firesticks
7. Over The Bridge
8. Skeletons
9. Gaudelupe
10. Mulatu
11. Blood
12. Adam & Eve (feath The Voice of Alice Russell)

Pra dar adeus ao horário de verão (pelo menos no Brasil), mas não ao verão aqui pelos trópicos, nada melhor que  um disco quente. Trata-se de Smile, da banda/projeto Skeletons, que é encabeçada pelo produtor Benedic Lamdin, do atuante coletivo inglês Nostalgia 77. Com um trabalho conciso na produção musical, e vários outros trabalhos lançados pelo selo que seguem em diversos ritmos e experiências, no Skeletons, o produtor nos leva a passear sobre a música do belíssimo continente africano.

Lançado em 2010, Smile ambula com tranquilidade pos diversos ritmos do nosso continente origem de história e cultura. Do afrobeat de Ebo Taylor e Fela Kuti à música etíope de Mulatu Astake, muito bem executada e reverenciada, e  fazendo-a dialogar com a música negra que atravessou o Atlântico e descobriu-se, entre outros tantos ritmos,  no jazz e funk.
Disco foda! Pra ouvi-lo, clique aqui!

Coisas Passageiras que Nunca se Esquece (2012) – Chimpazé Clube Trio

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chimpanze_clube_trio_coisas_passageiras_que_nunca_se_esquece_cover

1. Tira essa Pessoa da Minha Vida
2. Zumbi dub
3. Ventos Magnéticos
4. Noites no  Marrocos
5. Rancheira
6. Macarreptil
7. Me Acabei aos 17
8. Tempos Malucos
9. Chupins
10. Roendo Unhas Criando Vermes
11. Jogos de Verão
12. O Momento é Agora
13. Coisas Passageiras que Nunca se Esquece

Coisas Passageiras que Nunca se Esquece é o quarto disco dos paulistanos do Chimpanzé Clube Trio. Power trio frenético e competente formado por Luiz Miranda (guitarra e baixo), Felipe Crocco (baixo e guitarra) e Angelo “Turco” Kanaan (bateria). A banda está na estrada há mais de 10 anos e um de seus diferenciais é o revezamento em shows e gravações de guitarra e baixo, elemento que torna o Chimpa uma banda com um trabalho inventivo e consistente na música instrumental atual.

O disco Coisas Passageiras que Nunca se Esquece saiu ano passado e segue na mesma linha dos outros trabalhos do Chimpa, Sessões de Quintal, de 2003, o homônimo Chimpanzé Clube Trio de 2007 e Tudo Veio do Nada – disco gravado ao vivo em imporovisação livre – de 2011: uma bela mistura de rock sessentista, como na balada Rancheira, e setentista como na faixa Macarreptil, dub e reggae em Zumbi Dub e funk  e jazz em Noite no Marrocos e Me Acabei aos 17. Além de Luiz, Crocco e Turco rolaram também participações de Beto Montag no vibrafone, Lulu Camargo nos teclados e theremin, Lucas Vargas no acordeom, Gustravo Garbato na percussão, Marcelo Monteiro e Tiago Sormani no sax e Sidmar Vieira no trompete.

Mais um belo disco da música instrumental brazuca lançado ano passado, que ainda não tinha passado por aqui, mas agora tem as honras da casa! Pra ouvi-lo, clique aqui!

Marcelo Monteiro (2012) – Marcelo Monteiro

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marcelomonteiro

1. Prana
2. Gengibre
3. Cardume
4. Praça da Sé
5. Espelhos
6. Alunde
7. Oriente
8. Samsara

Marcelo Monteiro é um músico e arranjador paulistano, com uma carreira de mais de 20 anos na música, e que acaba de lançar seu primeiro trabalho autoral: o disco homônimo que saiu ano passado de forma independente. Marcelo é mais conhecido por seu trabalho com Alfredo Bello_Dj Tudo e a percussionista Simone Sou à frente do Projeto Cru, que fez barulho no início dos anos 2000. Além do Projeto Cru, Marcelo Monteiro já tocou com vários artistas como Cumadre Fulozinha, Bixiga 70, Dj Tudo e Sua Gente de Todo Lugar, entre outros. Fez trilhas sonoras e também gravou pra outro punhado de artistas como Zezé Motta, Porcas Borboletas, Ortinho, Junio Barreto, etc.

Com toda essa bagagem, seu trabalho solo é uma grande viagem por ritmos e temas leves que caminham muito bem sobre os instrumentais das composições. Toda referência de sua formação como músico está no disco. O samba, funk, jazz e samba de gafieira são elevados à sua potência, sem deixar o virtuosismo – muito presente em trabalhos que exploram esses ritmos – sobressair. O trio, além de Marcelo Monteiro no saxofone e flauta, tem Daniel Amorim no baixo e Maurício Caetano na bateria.
Dá pra saber mais sobre o trabalho do músico em seu site e ouvir o disco que já foi indicado a importantes prêmios da música brasileira, clicando aqui!

Preto de Cabelo Branco (2004) – Três de Paus

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tres de paus

1.Abertura
2.Jazz for Joe
3.L.A.
4.Pegando carona
5.Samba pro 6
6.Grooveando
7.Guanabacoa
8.Tem “mel” la em casas
9.Friendship
10.Nunca no um

Três de Paus é um trio instrumental que está na ativa desde 2002 formado por Maurício Caruso (guitarra), Ximba Uchyama (baixo) e Douglas Las Casas (bateria). Nas palavras da banda: “Não tocamos apenas Jazz, Funk, Música Latina ou Música Brasileira, não gostamos de rótulos, por isso o que tocamos deve ser chamado de MÚSICA INSTRUMENTAL, mas sempre trazendo tudo do “BRASUCA”, com o tempero do nosso Samba, Baião Maracatu entre muitos outros ritmos, pois desta forma podemos levar Música Instrumental Brasileira conhecida como MIB e mostrar a verdadeira arte de se tocar um instrumento, sem rótulos ou preconceitos.”

O disco Preto de Cabelo Branco foi lançado em 2004 e conta com várias participações: Márcio Negri (Sax Tenor), Adriano Magoo (Sanfona), Léa Freire (Flauta), Marcelo Martins (Sax Soprano), Marcelo Maita (Piano Rhodes), Yaniel Matos (Piano), Bocato (Trombone), Daniel Alcântara (Trompete), Walmir Gil (Trompete e Flugelhorn), Tubarão (DJ) e Tiago Costa (Piano). Para ouvir esse belo disco da música instrumental brasileira, é só clicar aqui!