Worm Love (2012) – Chinese Cookie Poets

Padrão


1. Plastic Love
2. Free the Monkey
3. En la Mano de Payaso
4. European School of Homegrown Worms
5. Chinaton Blues
6. Hakkeyoi
7. Discipline and Manners
8. The Worms – Junkay
9. The Worms – Koan
10. The Worms -Ziran
11. Worm Love

Preparem os ouvidos. Apresentamos aqui no Boca Fechada o primeiro disco cheio do trio carioca Chinese Cookie Poets (os caras tem outros EPs lançados anteriormente), que saiu esse ano e  foi chamado de Worm Love. Preparem-se, pois a fritação de neurônios acostumados à melodias mais sincopadas e de fácil audição estão longe da música composta pelo CCP. O trio faz atualmente na música experimental (junto com o MarginalS) o que mais de precioso e cabeçudo existe, colocando-a longe de classificações e usos errôneos e aproximando-a da sua raiz: experimentar, criar e incomodar.

É difícil conseguir notar as influências do trio, mas percebe-se pitadas de jazz, rock e um pouco de música brasileira. Quando escutamos e descobrimos que o CCP é do Rio de Janeiro, terra do samba, da bossa nova e mais recentemente do “funki”, rola um espanto, mas fica provado que para música não existem fronteiras, e também que a música experimental pode nascer nos mais inesperados lugares, como a terra da orla praiana e dos corpos sarados.
Pra deixar os ouvidos se abrirem à essa sinestesia musical, clique aqui e baixe o disco, disponibilizado pelos próprios caras pra download.

Pra acrescentar à essa bela obra, batemos um papo com o CCP, sobre o momento da música instrumental e independente, o processo de composição e como é fazer música experimental no Rio de Janeiro. Se liga:

BF: Como é fazer música experimental no Rio de Janeiro, que é conhecido por cantar suas belezas no samba ou na bossa nova?
CCP: Cada lugar tem o seu estilo musical típico, seja ele samba, bossa, guitarrada, hiphop. No nosso caso as implicações disso são tentar achar lugares pra tocar, já que a maioria das casas daqui trabalha com estilos mais populares, e deixar que esses estilos apareçam naturalmente na nossa música.

BF: Como voces enxergam essa nova música instrumental brasileira?
CCP:
Bem, posso falar sobre a música que mais me interessa, voltada para a improvisação e experimentação. No geral, há várias coisas acontecendo, uma cena forte, mas musicalmente me lembra aquela época em que o pessoal não tinha microfones e então os grupos instrumentais tinham uma guitarra ou sopro fazendo as vezes dos crooners.

BF: Vocês participam do mercado da música independente atual. Como analisam a estrutura da música independente hoje?
CCP:
Nosso movimento todo de divulgacão até shows é feito pela internet. Então acho que esse é o jeito atual de se fazer as coisas. A grande diferença é você poder falar com alguém diretamente sem ter que encarar uma burocracia pesada. Mas isso para o pessoal low-profile, porque quando começamos a falar de grana de verdade, e até a música independente depende de grana, tem sempre um caminho das pedras que não sei se se difere muito do mercado da música dependente.

BF: Ouvindo os disco de vocês, parece que tudo ali é improviso. É isso mesmo? Se não, como é o processo de composição de vocês?
CCP:
Depende do disco e da música. Provavelmente você está falando mais do Worm Love. Nele nós gravamos uma sessão de improviso de 40 minutos e depois editamos pra extrair os temas e formas que estão no disco. Só que isso desimprovisa o improviso, porque usamos repetições de temas, arredondamos coisas, damos uma encaretada na coisa toda. Mas funciona pra gente. E esse é um exemplo de um dos nossos milhares de processos composicionais.

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  1. Olá, saludos desde Argentina.
    Tinhas uns cd’s de Hypnotic Brass Ensemble, mas que já não os posso descargar.
    Queria saber se poderias voltar a subí-los.
    Muito obrigado!

  2. If you know english…
    Hello, greetings from Argentina!
    You had some of Hypnotic Brass Ensemble cd’s uploaded in this web site, but the links are invalid right now.
    I want to know if you can uploaded again.
    Thanks!

  3. Olá Mauro!
    Vamos solucionar o problema. Todos os discos estão com esse problema?
    Obrigado pelo toque e por acessar o blogue!
    Abraços!

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