Arquivo diário: setembro 3, 2010

assim caminha a humanidade… aos tombos

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Na luta do Bem contra o Mal, sempre é o povo que contribui com os mortos.  (…)
Suposto que agora o líder da Civilização esteja exortando a uma nova Cruzada. Alá é inocente dos crimes que se cometem em seu nome. Ao fim e ao cabo, Deus não ordenou o holocausto nazista contra os fiéis de Jeová e não foi Jeová quem decretou a matança de Sabra e Chantila e a expulsão dos palestinos de sua terra. Acaso Jeová, Alá e Deus, a rigor, não são três nomes de uma mesma divindade?
Uma tragédia de equívocos: já não se sabe quem é quem. A fumaça das explosões faz parte de uma muito maior cortina de fumaça que nos impede de ver. De vingança em vingança, os terrorismos nos obrigam a caminhar aos tombos. Vejo uma foto, recentemente publicada: numa parede de Nova York, uma mão escreveu “Olho por olho deixa todo mundo cego”.
A espiral da violência engendra violência e também confusão: dor, medo, intolerância, ódio, loucura. Em Porto Alegre, no início deste ano, o argelino Ahmed Ben Bella advertiu: “Este sistema, que já enlouqueceu as vacas, está enlouquecendo os homens”. E os loucos, loucos de ódio, atuam imitando o poder que os gera.
Um menino de três anos, chamado Luca, comentou um dia desses: “O mundo não sabe onde está sua casa”. Ele estava olhando um mapa. Não estava olhando o noticiário.

(Eduardo Galeano – O teatro do bem e do mal)

Atlantis (1974) – Daniel Salinas

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1. Like a rainy night
2. No Broken heart
3. Baião
4. Straussmania
5. Bridge over troubled water
6. A song for a helping hand
7. Atlantis

Daniel Salinas é maestro paulista, regente, pianista, arranjador, trabalhou muito com o pessoal do jovem guarda. Este belo álbum de 1974 é carregado de jazz, funk, soul, as vezes com pitadas de brega e música nordestina. Uma orquestração com vários metais, guitarra, baixo, batera, percussões e etc… Vale a pena.

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Straussmania: