Zooma (1999) – John Paul Jones

Padrão

John Paul Jones - Zooma (1999)

01.  Zooma
02.  Grind
03.  The Smile of Your Shadow
04.  Goose
05.  Bass ‘N’ Drums
06.  B. Fingers
07.  Snake Eyes
08.  Nosumi Blues
09.  Tidal

Embora seja muito lembrado por seu trabalho junto ao Led Zeppelin, mesmo ali John Paul Jones aparece como figura menor entre um baterista incomparável, um guitarrista genial e um vocalista inusitado. Contudo, não fosse seu baixo preciso e de linhas já nada convencionais, nenhum destes elementos teria seu brilho tão fulgurante. Isto sem sequer considerar suas incursões por teclados e mesmo o bandolim ali na banda.

E ainda que sua carreira solo seja menos produtiva que de seus comparsas vivos, Page e Plant, há três álbuns primorosos no seu leque. Seu primeiro trabalho, uma parceria com Diamanda Gálas, musicista de vanguarda dona de voz única e arrebatadora, é mandatório. Deveria incorrer aqui pelo Boca, já que Gálas faz de sua voz instrumento, quem sabe caracterizando o trabalho verdadeiramente como instrumental.

Contudo, nosso foco é seu primeiro trabalho verdadeiramente solo, o álbum de 1999 Zooma. Gravado quase vinte anos após o fim do Led Zeppelin, sua sonoridade destoa do que um fã da banda esperaria. Jones além de evoluir sua técnica, acompanhou a história do Rock e manteve-se na crista da onda. Associações com Brian Eno, Peter Gabriel, R.E.M e até mesmo Foo Fighters marcaram este período, que com um empurrãozinho de Robert Fripp resultou neste trabalho de estilo composicional único, original. Com marcações rítmicas concretas, o que ainda mostraria onde Led Zeppelin é muito da influência de John Paul Jones e não o quanto este ainda é influenciado pela banda, Zooma trás algumas experimentações, dentro de uma trajetória corrida no Hard Rock, senão Heavy Metal, mas que tange vários outros estilos, desde o Folk e o Blues a um toque Heavy Prog, incluindo em algum momento também arranjos orquestrados.

Neste álbum, Jones não só mostra sua habilidade com o baixo, mas também senta ao órgão e lembra o bom multi-instrumentista que é. E se o problema era baixo, ele não só usa seis cordas, mas ataca mesmo em doze, como poucos poderiam fazer sem parecer apenas pomposo e desperdiçar o instrumento.

Download: Clique aqui

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